Terça, 15 de setembro de 2026

União Brasil exige exoneração de filiados em cargos na administração federal

O União Brasil determinou um prazo para que filiados peçam exoneração de cargos no governo, reforçando seu afastamento da base de Lula.

União Brasil exige exoneração de filiados em cargos na administração federal
© Reprodução/União na Câmara

O União Brasil estabeleceu um prazo de 24 horas para que seus filiados solicitem exoneração de cargos ou funções comissionadas no governo federal.

A determinação foi formalizada em uma resolução aprovada pela executiva nacional da legenda, divulgada na tarde desta quinta-feira (18). Este movimento reforça o distanciamento do partido da base de apoio ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva, já anunciado anteriormente em comunicações do mês corrente, em conjunto com o Progressistas, partido com o qual o União Brasil compõe uma federação.

Na ocasião, a exigência de exoneração se aplicava apenas aos “detentores de mandato”, o que poderia impactar a permanência dos ministros do Turismo, Celso Sabino (União-PA), e do Esporte, André Fufuca (PP-MA). Até o momento, ambos continuam ocupando seus cargos.

“Esse posicionamento, aliás, foi hoje [18] unanimemente reforçado pela aprovação da resolução que determina aos filiados do União Brasil o desligamento, em até 24 horas, dos cargos públicos de livre nomeação na Administração Pública Federal direta ou indireta, sob pena de prática de ato de infidelidade partidária”, afirma a nota oficial do partido.

No mesmo comunicado, o União Brasil expressou solidariedade ao presidente da legenda, Antonio Rueda, em meio a uma reportagem que alerta para seu suposto envolvimento com uma empresa de táxi aéreo que prestava serviços a indivíduos sendo investigados por lavagem de dinheiro e suposto vínculo com crime organizado. Essa matéria foi publicada pelo portal UOL e pelo site ICL Notícias.

A nota também critica indiretamente a administração federal, questionando a veracidade de investigações contra Rueda.

“Causa profunda estranheza que essas inverdades venham a público justamente poucos dias após a determinação oficial de afastamento de filiados do União Brasil de cargos ocupados no Governo Federal, um movimento legítimo e democraticamente debatido nas instâncias partidárias. Tal ‘coincidência’ sugere um suposto uso político da estrutura estatal para desgastar a imagem de nossa principal liderança e, consequentemente, enfraquecer a independência do partido frente ao governo atual”, completa a nota.

A documentação é assinada pelo vice-presidente Antônio Carlos Magalhães Neto (ACM Neto), além dos líderes na Câmara dos Deputados, Pedro Lucas Fernandes, e no Senado Federal, Efraim Filho, assim como por quatro governadores da legenda em oposição ao governo federal: Mauro Mendes (Mato Grosso), Ronaldo Caiado (Goiás), Wilson Lima (Amazonas) e Marcos Rocha (Rondônia).

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