Um dos conceptos perigosos em relação à saúde é acreditar que a responsabilidade pela nossa saúde é exclusiva dos médicos e dos medicamentos. Na verdade, as condutas preventivas e o cuidado com os tratamentos propostos são responsabilidades que todos nós devemos assumir.
Ninguém conhece melhor o seu organismo do que você mesmo. Promover e adotar hábitos saudáveis não requer prescrição médica, mas sim autogestão da vida. Você é quem sabe quais alimentos são mais adequados e em quais quantidades precisam estar na sua rotina.
Organizar a sua vida de forma que a atividade física seja incluída nas suas rotinas deve ser uma prioridade sua. Você pode optar por adotar o elevador ou as escadas, e ainda decidir caminhar até a loja próxima ao invés de ir de carro. A forma como você retorna do trabalho, seja caminhando para relaxar ou enfrentando o trânsito, é uma escolha sua.
Além disso, é importante lembrar que podemos ser pacientes em momentos de dificuldade, ou podemos nos estressar e sermos hostis a nós mesmos. O que não devemos fazer é negligenciar atitudes que não promovam a saúde e transferir para a receita médica a responsabilidade por nossas decisões equivocadas.
Exemplos disso incluem fumar e ir rotineiramente ao pneumologista, consumir doces e visitar o endocrinologista para medir a glicose, ou não tomar medicamentos para hipertensão e recorrer ao cardiologista. Corrigir esses hábitos equivale a respeitar a si mesmo, e isso não depende de ninguém!
É essencial promover a gestão da nossa saúde. Médicos e medicamentos devem ser encarados como uma opção quando nossa capacidade de autogestão falha totalmente, e não como a primeira alternativa.
A saúde física e mental é uma questão de educação.
























