Na última sexta-feira (22), servidores públicos municipais de Itabira organizaram uma extensa carreata pelas ruas do Centro com o objetivo de alertar a população sobre os recentes cortes e alterações no funcionalismo público promovidos pela prefeitura.
Entre as principais reivindicações, os manifestantes destacam:
- A inclusão do piso salarial nacional para monitores de creche;
- O pagamento de insalubridade para auxiliares de creche;
- A manutenção do cartão-alimentação no valor de R$470 para todos os servidores;
- A garantia do subsídio da Prefeitura sobre o aumento do plano de saúde;
- A negociação para reposição das horas paralisadas sem cortes salariais;
- A manutenção dos contratos temporários até sua finalização.
Na quarta-feira (20), os servidores aprovaram a deflagração de uma greve geral a partir da próxima segunda-feira (25), caso a administração pública não faça nenhuma negociação até a data. Desde 11 de agosto, os trabalhadores têm adotado a “operação tartaruga”, reduzindo o ritmo de trabalho em preparação para a greve.
Resposta da Prefeitura
Em ofício enviado ao Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos Municipais de Itabira (Sintsepmi) na última segunda-feira (18), a Prefeitura reconheceu o direito de greve, mas ressaltou que ainda não foram cumpridos os requisitos legais necessários, como a apresentação de escala mínima de trabalho e um plano de contingência. O Executivo também alegou uma queda na arrecadação e afirmou que reivindicações que aumentem despesas contínuas, como reajuste no cartão-alimentação ou mudanças no subsídio do plano de saúde, não são viáveis neste momento. Além disso, frisou que apenas horas efetivamente trabalhadas serão remuneradas e que os contratos temporários podem ser encerrados se necessário.
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