Sábado, 02 de maio de 2026

Servidores de Itabira aprovam greve a partir de segunda-feira sem negociação

Servidores de Itabira aprovam greve a partir de segunda-feira sem negociação
Foto: Giovanna Victoria/DeFato

Os servidores públicos municipais de Itabira aprovaram, em assembleia realizada na noite desta quarta-feira (20), a deflagração de uma greve geral a partir da próxima segunda-feira (25), caso não haja negociação com o Executivo até sexta-feira (22). Desde o dia 11 de agosto, os trabalhadores vinham adotando a chamada “operação tartaruga”, reduzindo o ritmo de trabalho em preparação para a greve.

A mobilização ocorre após alterações no benefício do cartão-alimentação, que passou a ser concedido com base em faixas salariais, e pelo aumento do desconto do plano de saúde dos servidores, que subiu de 3% para 4%.

Entre os principais pontos de reivindicação, a categoria cobra a inclusão do piso salarial nacional para monitores de creche e o pagamento de insalubridade para auxiliares de creche. Também está sendo pautado:

  • manutenção de cartão-alimentação no valor de R$ 470 para todos os servidores;
  • garantia do subsídio da Prefeitura sobre o aumento do plano de saúde;
  • negociação para reposição das horas paralisadas sem cortes salariais;
  • manutenção dos contratos temporários até sua finalização.

Em ofício enviado ao Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos Municipais de Itabira (Sintsepmi), na última segunda-feira (18), a Prefeitura afirmou reconhecer o direito constitucional de greve, mas destacou que ainda não foram cumpridos os requisitos legais para o movimento, como a apresentação de escala mínima de trabalho, plano de contingência e a relação nominal dos profissionais que vão permanecer em atividade durante a paralisação.

O Executivo também alegou enfrentar queda na arrecadação e disse que pleitos que gerem aumento permanente de despesas, como reajuste no cartão-alimentação ou mudanças no subsídio do plano de saúde, não encontram respaldo orçamentário neste momento. Além disso, reforçou que apenas horas efetivamente trabalhadas serão remuneradas, e que os contratos temporários podem ser encerrados em caso de necessidade administrativa.

O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE), por meio da diretora da subsede de Itabira, Vanderléia de Freitas, declarou apoio ao movimento dos servidores municipais e se colocou à disposição para fortalecer a luta da categoria.

Com a aprovação da assembleia, os servidores aguardam uma resposta do Executivo até sexta-feira (22). Caso não haja avanço nas negociações, a paralisação terá início na próxima segunda-feira (25).

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