Sexta, 13 de março de 2026

Vereador Diguerê propõe melhorias no atendimento das creches em Itabira

Vereador Diguerê propõe melhorias no atendimento das creches em Itabira
Foto: Guilherme Guerra/DeFato

Durante a reunião ordinária da Câmara Municipal de Itabira, realizada na terça-feira (12), o vereador Rodrigo Alexandre Assis Silva, conhecido como Diguerê (MDB), trouxe à tona a discussão sobre a possibilidade de manter as creches municipais abertas durante pontos facultativos.

A proposta, que estava prevista para ser apresentada como um anteprojeto, visa atender especialmente as famílias que trabalham no comércio e na iniciativa privada, que enfrentam dificuldades em feriados prolongados.

Atualmente, as creches conveniadas ao município seguem o calendário de pontos facultativos, o que força pais e mães a buscarem alternativas, como parentes ou hotéis infantis, ou até mesmo faltar ao trabalho.

Segundo Diguerê, o intuito da proposta não era retirar direitos dos profissionais que atendem nas creches, mas sim explorar alternativas, como a criação de um sistema de plantão ou a contratação temporária, garantindo assim o atendimento: “O anteprojeto trata do funcionamento das creches apenas em dias de ponto facultativo, e não em feriados, sábados ou domingos, como foi mal interpretado. O objetivo nunca foi aumentar a carga de trabalho dos profissionais, mas sim proporcionar suporte às famílias que não têm opções”, esclareceu.

O vereador ressaltou que sua função é olhar para as necessidades da cidade, incluindo trabalhadores de setores como saúde, comércio e indústrias, que não têm a possibilidade de emendar pontos facultativos. Embora reconheça que o direito à convivência familiar deva ser considerado, reforçou a realidade de muitas famílias que não possuem alternativas.

“Se os pais trabalham, a criança não estará necessariamente com a família, mas sim com parentes ou em outros ambientes. Essa é uma realidade que precisa ser discutida com responsabilidade. Não se fala de exceções, mas de pensar em quem realmente precisa desse serviço”, concluiu.

Apesar da relevância do assunto, Diguerê admitiu que, neste momento, não há condições financeiras para que o município arcar com os custos associados à contratação de novos profissionais ou ao pagamento de horas extras.

“Para que o serviço funcione adequadamente em pontos facultativos, seria necessário contratar mais pessoas. Contudo, diante da atual situação financeira do município, não temos como assumir esses custos. Por isso, decidimos recuar, mas a discussão está em aberto. Esse é um debate importante que deve continuar”, finalizou.

Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp
Email

Leia também...

Últimas notícias