No último domingo, a situação foi desfavorável para Jair Bolsonaro, evidenciada pelas manifestações a seu favor que, apesar de numerosas, sinalizam uma clara perda de força política. Esses eventos demonstram que o espaço político de Bolsonaro está sendo disputado por figuras que se apresentam como seus defensores, mas que na verdade almejam substituí-lo.
A agressividade dos discursos, principalmente dirigidos contra Lula e Alexandre Moraes, reflete não só a tentativa de defender Bolsonaro, mas a ambição de se mostrar como líderes corajosos, prontos para enfrentar os que consideram inimigos poderosos.
A ausência de Bolsonaro, impedido por decisão judicial, e de governadores que poderiam ser cotados como possíveis candidatos, que optaram por não se associar a manifestações sem apelo popular, contribuiu para o que deveria ser um ato em prol da liberdade do ex-presidente e da anistia no país, mas que se mostrou sem força.
Para temperar os ânimos dos apoiadores, uma pesquisa divulgada no mesmo dia indicou que mais de 60% dos brasileiros são contra a anistia, fato corroborado pela baixa presença em tais manifestações.
























