Terça, 05 de maio de 2026

PGR solicita condenação de Bolsonaro e outros réus por golpe planejado

PGR solicita condenação de Bolsonaro e outros réus por golpe planejado
Paulo Gonet- Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, fez um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para a prisão do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) e de mais sete réus envolvidos em uma tentativa de golpe que visava estabelecer um gabinete de gestão de crise.

O pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes nesta segunda-feira (14) à noite e representa a fase final antes do julgamento dos acusados, previsto para acontecer em setembro deste ano.

O documento, que contém 517 páginas, delineia as acusações e sustenta que Bolsonaro e os demais réus devem ser condenados por crimes como organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, com penas que podem chegar a 30 anos de prisão.

Réus no processo

  • Jair Bolsonaro
  • Walter Braga Netto, general de Exército e ex-ministro
  • General Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional
  • Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin)
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça
  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha
  • Paulo Sérgio Nogueira, general do Exército e ex-ministro da Defesa
  • Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro

Se condenado, Mauro Cid terá sua pena suspensa por conta da delação premiada em acordo com a Polícia Federal durante as investigações.

Na descrição, Gonet destaca Bolsonaro como o líder da organização criminosa, alegando que ele utilizou o aparato estatal para orquestrar uma série de ataques às instituições públicas após perder as eleições de 2022. Segundo o procurador, houve uma mobilização sistemática de recursos e competências estatais para disseminar desinformação e fomentar a instabilidade social.

A defesa de Mauro Cid terá 15 dias para apresentar suas considerações finais ao STF, e subsequentemente, a Primeira Turma da Corte definirá a data do julgamento.

FONTE: JORNAL DO COMÉRCIO

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