Uma grave crise no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) pode levar à paralisação das atividades em 800 municípios de Minas Gerais. Em ofício enviado à União, dez consórcios de saúde, que abrangem 93,7% do estado, exigem resolução imediata para evitar um colapso nos serviços.
O documento alerta para um rombo de aproximadamente R$ 56,8 milhões no custeio do SAMU 192 para 2025. “Cruzando o limiar do aceitável, colocando em risco a eficiência do serviço junto à população”, descreve um trecho do ofício que a reportagem teve acesso.
Enquanto isso, cerca de 2 mil condutores socorristas reivindicam melhores condições e salários justos. Os investimentos no SAMU provêm do governo federal, estadual e de municípios, sendo que o Ministério da Saúde deve arbitrar 50% do custeio. Contudo, denúncias indicam que os repasses federais têm variado de 8% a 40% do valor conforme o consórcio.
Por exemplo, o consórcio da rede de urgência da região do Macro Nordeste e Jequitinhonha (CISNORJE) afirma ter recebido cerca de R$ 1,5 milhão por mês do Ministério da Saúde em 2024, representando 40,21% do financiamento necessário. Em contraste, o consórcio Leste de Minas (CONSURGE) recebeu apenas 8,3% (R$ 371,2 mil) no mesmo período.
O Conselho Estadual de Saúde de Minas Gerais (CES-MG) está ciente da situação e acompanha o desdobramento do caso.























