Sexta, 01 de maio de 2026

Exoneração do coronel Aginaldo, marido de Carla Zambelli, em Caucaia

Exoneração do coronel Aginaldo, marido de Carla Zambelli, em Caucaia
Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

O coronel Antônio Aginaldo de Oliveira, que atuava como secretário de segurança pública de Caucaia, na Grande Fortaleza (CE), foi exonerado, a pedido, de sua função. A decisão foi oficializada no Diário Oficial do Município nesta segunda-feira, dia 30.

Aginaldo, que concorreu à Prefeitura de Caucaia em 2024 pelo PL, obteve o quarto lugar nas eleições. Ele é casado com a deputada federal Carla Zambelli (PL), que foi condenada à prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O prefeito de Caucaia, Aumi Amorim (PSD), se manifestou sobre a exoneração, destacando que foi uma decisão tomada a pedido e agradeceu pelos serviços prestados: “Quero agradecer ao coronel pelos serviços prestados e pelo trabalho realizado à frente da nossa segurança. Reafirmo que seguimos firmes com o nosso compromisso de garantir mais segurança para toda a população da nossa Caucaia”.

Aginaldo teve uma trajetória na segurança pública, tendo sido diretor da Força Nacional de Segurança Pública (FNS) em 2019. Ele também tinha o apoio de Jair Bolsonaro em sua candidatura a deputado federal em 2022, mas não conseguiu ser eleito.

A solicitação de afastamento do coronel já havia sido registrada anteriormente, no dia 21 de maio, com a alegação de “doença em pessoa da família”, conforme publicado no Diário Oficial da municipalidade.

Após a condenação pelo STF, Zambelli embarcou para a Argentina, atravessou os Estados Unidos e, por fim, se estabeleceu na Itália, onde possui cidadania. Considerada uma fugitiva da Justiça, a deputada decidiu se afastar de seu mandato, sendo alvo de um inquérito que apura sua fuga e demanda a sua extradição por parte das autoridades italianas.

Essa investigação, aberta pelo ministro Alexandre de Moraes, visa investigar possíves crimes de coação no curso do processo e obstrução de investigação. Zambelli foi condenada, por unanimidade, pela Primeira Turma da Corte à prisão e à perda de mandato.

Além disso, a deputada é acusada de coordenar a invasão e inserção de documentos falsos nos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ela também enfrenta denúncias por ter perseguido, armada, um homem que segundo relatos a teria agredido verbalmente nas ruas de São Paulo.

Seu nome foi incluso na lista vermelha da Interpol, notória por conter foragidos internacionais.

FONTE: G1

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