Domingo, 13 de setembro de 2026

Hacktivistas atacam sites de prefeituras de Minas em apoio à Palestina

Um protesto cibernético mobilizado por hacktivistas levanta questões sobre a Palestina e provoca reflexão sobre a postura do Brasil frente ao conflito.

Hacktivistas atacam sites de prefeituras de Minas em apoio à Palestina

Na madrugada de quinta-feira (16), um grupo de hacktivistas alterou o conteúdo das páginas oficiais de pelo menos 31 prefeituras de Minas Gerais, como parte de um protesto que se estende até este sábado (17). A ação foi organizada para exigir uma postura mais contundente do governo brasileiro em relação à situação dos palestinos, ressaltando as atrocidades cometidas pelo Estado de Israel.

Os ativistas, que se identificaram como Batalhão Cibernético do Mártir Walid Ahmed, publicaram um manifesto nas páginas invadidas. O texto relaciona a violência sistemática contra os palestinos a eventos históricos, incluindo a morte do jovem brasileiro Walid Khalid Abdalla Ahmad, de 17 anos, em uma prisão israelense.

“Walid Ahmed não foi o primeiro brasileiro a ser sequestrado no meio da noite por agentes não identificados”, afirmam os hackers.

Além disso, os hacktivistas destacaram que existem mais de 250 adolescentes palestinos detidos por Israel e que o Brasil, ao longo de sua história, enfrentou opressores.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi um dos primeiros mandatários a classificar a ofensiva israelense contra a Palestina como genocídio. Isso ocorreu em fevereiro de 2024, quando mais de 30 mil civis, muitos deles mulheres e crianças, haviam sido mortos.

Apesar da normalização de alguns sites na tarde de sábado, o protesto evidencia a crescente tensão e a necessidade de diálogos mais firmes sobre os direitos humanos em contextos de conflito.

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