Sexta, 15 de maio de 2026

Carlos Lupi pede demissão em meio a crise no INSS e troca ministerial de Lula

Carlos Lupi pede demissão em meio a crise no INSS e troca ministerial de Lula
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O ministro da Previdência Social, Carlos Lupi (PDT), formalizou sua demissão após uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na tarde desta sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024. Seu afastamento representa a 11ª troca na equipe ministerial desde o início do governo em 2023.

A situação de Lupi se agravou após a Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU) na semana passada. Uma pesquisa da AtlasIntel, divulgada no dia 1º de fevereiro, indicou que 85,3% da população brasileira acredita que ele deveria ser demitido devido à crise no INSS.

Embora a investigação ainda não tenha apontado envolvimento direto de Lupi em um esquema que desviou R$ 6,8 bilhões de aposentados e pensionistas, ele enfrentou críticas por não ter agido rapidamente. Em entrevista ao Estadão/Broadcast, Lupi declarou que não houve omissão de sua parte e atribuiu a responsabilidade ao então diretor de Benefícios, André Félix Fidélis.

Lupi foi o responsável pela indicação de Alessandro Stefanutto para a presidência do INSS, que também foi desligado recentemente por ordem de Lula. Para ocupar a vaga deixada por Lupi, o presidente escolheu o procurador federal Gilberto Waller Júnior e determinou uma intervenção direta no INSS.

Com esse movimento, evidenciou-se a perda de influência política de Lupi, dado que o INSS é o principal órgão ligado à sua pasta. A demissão de Lupi marca a quarta exoneração de um ministro de Lula no contexto de denúncias de irregularidades. Anteriormente, nomes como Juscelino Filho (Comunicações) e Gonçalves Dias (GSI) também deixaram seus cargos em meio a polêmicas e investigações.

As demissões e as trocas ministeriais feitas até aqui refletem as tentativas de Lula de manter a governabilidade e atender às pressões internas e externas, bem como suas relações com partidos como o Centrão, que exigem recompensas e mudanças frequentes nas nomeações ministeriais.

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