Uma audiência pública realizada na última semana na Câmara Municipal de João Monlevade revelou dados alarmantes sobre a violência contra crianças e adolescentes. O Tenente Aércio Mendes, da Polícia Militar, informou que, em 2025, já foram registrados nove casos de estupro de vulnerável, o que corresponde a uma média de um caso a cada 15 dias.
Com o crescimento preocupante no número de casos e a expressão da subnotificação, especialistas e autoridades enfatizaram a necessidade urgente de ações integradas. O vereador Thiago Titó manifestou sua indignação, ressaltando a importância de ampliar as ações educativas nas escolas para prevenir e identificar esses crimes.
Aprofundando no Problema da Subnotificação
A chefe da Vigilância em Saúde, Viviane Ambrósio, apresentou dados que demonstram a gravidade da situação. Durante 2020 e 2021, em um cenário de isolamento social, apenas 14 casos por ano foram notificados, um número considerado irreal frente à realidade do problema. Em 2024, 65 casos foram registrados, e até maio de 2025, já são 31 casos, o que indica um aumento significativo.
Desafios no Combate à Violência
A delegada Camila Batista Alves destacou que o combate à violência sexual contra crianças e adolescentes é dificultado pela subnotificação, causada pelo medo e dependência das vítimas em relação aos agressores. Ela enfatizou que a rede de proteção é insuficiente e fragmentada.
Dados Nacionais
Em 2023, foram registrados 74 mil casos de estupro no Brasil, sendo 61% das vítimas menores de 13 anos. Apenas 10% dos casos são reportados às autoridades. Em Minas Gerais, 6.452 casos foram registrados, agravando a preocupação.
Impactos Emocionais e Recursos Disponíveis
A representante da Saúde Mental, Eliana Bicalho, mencionou o impacto emocional duradouro da violência, com 40% dos atendimentos do CAPS Infantojuvenil relacionados a abusos. A Secretária de Educação, Alda Fernandes, também discutiu esforços preventivos nas escolas.
Encaminhamentos e Propostas
No encerramento da audiência, o vereador Bruno Cabeção propôs a criação de uma sala de acolhimento na Delegacia de Proteção, adequação do espaço no Hospital Margarida, fortalecimento da Rede de Proteção, e ampliação da divulgação dos canais de denúncia como o Disque 100 e 181.
É necessário um esforço conjunto para romper o ciclo do silêncio e impunidade. A proteção de nossas crianças deve ser prioridade.
























