Domingo, 25 de janeiro de 2026

Segurança em Parques Nacionais: Riscos e Estratégias de Prevenção

Segurança em Parques Nacionais: Riscos e Estratégias de Prevenção
© Prefeitura de Cambará do Sul/Divulgação

A morte de uma menina de 11 anos no Parque Nacional da Serra Geral traz à tona a preocupação com a segurança nas unidades de conservação que recebem turistas. O incidente ocorreu no Cânion Fortaleza, em Cambará do Sul (RS), e após sua ocorrência, a concessionária responsável enfatizou a implementação de serviços de segurança, conforme exige a legislação.

Segundo a concessionária Urbia Cânions Verdes, turistas recebem orientações para adotar práticas seguras durante suas visitas, com sinalizações indicativas ao longo das trilhas. Placas informativas são colocadas para alertar sobre os riscos que podem surgir, principalmente nas bordas dos cânions.

“Turistas são orientados a adotarem as práticas adequadas para a atividade em meio às trilhas, sobretudo nas bordas dos cânions”, destaca a nota divulgada pela empresa.

Além das orientações, a empresa possui uma equipe de segurança composta por bombeiros civis treinados para lidar com emergências. As trilhas, de níveis médio e intermediário, permitem a contratação de guias de turismo, embora essa opção não seja mediada pela administração do parque.

Essas diretrizes fazem parte do Sistema de Gestão de Segurança do Parque Nacional da Serra Geral, conforme estabelecido no Protocolo Operacional de Visitação (Prov), um documento que detalha o funcionamento das áreas abertas ao público e as atividades autorizadas. O Protocolo é aprovado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que analisa a viabilidade das opções de lazer e segurança.

Apesar do incidente, o ICMBio informou que não foram identificadas falhas no sistema de segurança e sinalização, embora planeje revisar e, se necessário, reforçar as medidas de segurança nos parques nacionais.

Perspectivas para o Turismo de Aventura

Luiz Del Vigna, diretor executivo da Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta), ressaltou que atividades como caminhadas, passeios a cavalo e tirolesas estão sujeitas a riscos inerentes a ambientes naturais.

“Os riscos de acidentes em turismo de aventura são maiores. Então, a cautela é imprescindível”, destacou Del Vigna.

Ele explicou que há um conjunto de 44 normas que regulam o setor, assegurando que o consumidor esteja ciente dos riscos associados às atividades. Essa norma brasileira evoluiu e agora é parte de uma diretriz internacional reconhecida pela ISO, chamada ISO21101.

No Brasil, 75 parques nacionais operam com concessão de serviços turísticos. O ICMBio, em seus regulamentos, exige que esses parques mantenham sistemas de gestão de segurança, garantindo que a proteção dos visitantes seja uma prioridade.

Desafios no Mercado de Turismo

De acordo com Del Vigna, os parques nacionais apresentam uma infraestrutura de segurança intensificada, ao contrário do mercado informal de turismo de aventura, que enfrenta a falta de fiscalização e a priorização do custo em detrimento da segurança.

Ele finaliza afirmando que os riscos enfrentados nos parques nacionais não são diferentes daqueles encontrados nas áreas urbanas, sublinhando a segurança dos turistas.

Conclusão

Embora o planejamento e as normas de segurança sejam essenciais, eventos trágicos como o da menina de 11 anos ressaltam a importância de uma vigilância contínua e a necessidade de conscientização dos visitantes para manter a segurança em ambientes naturais.

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