A família de Juliana Marins, que faleceu após cair de uma trilha do monte Rinjani, na Indonésia, declarou nesta quarta-feira (25) nas redes sociais que a publicitária sofreu uma ‘grande negligência’ por parte da equipe de resgate.
O acidente ocorreu na sexta-feira (20), e a confirmação da morte de Juliana, que estava com o corpo localizado a 600 metros do ponto de queda, foi feita apenas na terça-feira (24), quase quatro dias após o incidente. A família publicou um perfil no Instagram dedicado a compartilhar informações sobre o caso, afirmando: ‘Se a equipe tivesse chegado até ela dentro do prazo estimado de 7 horas, Juliana ainda estaria viva. Ela merecia muito mais! Agora nós vamos atrás de justiça por ela, porque é o que ela merece’.
Relatos de testemunhas indicam que Juliana foi deixada para trás pelo guia que contratou, enquanto este seguia com o grupo e a deixava sozinha. Seu desaparecimento foi notado somente horas depois da queda.
Posicionamento do Governo Indonésio
O governo da Indonésia, responsável pelo Parque Nacional do Monte Rinjani, justificou a demora na chegada dos socorristas, afirmando que ‘a evacuação envolveu a colaboração entre diversas agências e voluntários, atuando em condições meteorológicas extremas’. O trabalho de resgate foi frequentemente interrompido devido ao mau tempo.
O Ministério Florestal da República da Indonésia expressou profundo pesar pela morte de Juliana Marins e ofereceu condolências à sua família, amigos e colegas.
A remoção do corpo de Juliana do penhasco ocorreu nesta quarta-feira. O processo, iniciado às 6h (horário local), finalizou com sucesso, e às 20h40, o corpo chegou ao Hospital Bhayangkara Polda NTB, onde exames periciais serão realizados antes do translado de volta ao Brasil.
Natural de Niterói, no Rio de Janeiro, Juliana Marins tinha 27 anos e era conhecida por suas viagens por diversos continentes. Ela possuía um histórico de trabalho em empresas do grupo Globo e era formada em Comunicação pela UFRJ.
























