Sexta, 16 de outubro de 2026

Trabalho infantil no Brasil diminui 9,2% de 2024 para 2025, diz IBGE

A mais recente pesquisa do IBGE revela um cenário positivo em relação ao trabalho infantil no Brasil, com uma queda de 9,2% entre 2024 e 2025.

Trabalho infantil no Brasil diminui 9,2% de 2024 para 2025, diz IBGE
© Reuters/Joa Souza/Arquivo/Proibida reprodução

Em 2025, o Brasil registrou 1,499 milhão de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil, o que corresponde a 4% da população nacional na faixa etária de 5 a 17 anos. Esses dados foram divulgados nesta sexta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), através da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).

O IBGE define trabalho infantil como qualquer atividade econômica remunerada ou trabalho para autoconsumo realizado por crianças até 13 anos. Para adolescentes de 14 a 17 anos, considera-se trabalho infantil qualquer ocupação que não esteja sob as seguintes condições: aos 14 e 15 anos, o trabalho somente é permitido na condição de aprendiz; aos 16 e 17 anos, é permitido com carteira assinada, exceto em atividades insalubres, perigosas e em horários noturnos.

Na comparação com 2024, o trabalho infantil recuou 9,2%, passando de 1,65 milhão para 1,499 milhão de casos. Em relação a 2016, a queda foi de 28,6%.

De acordo com Gustavo Fontes, pesquisador do IBGE, a redução no trabalho infantil é atribuída a uma combinação de fatores, incluindo políticas públicas voltadas para este problema, como as implementadas pelo Ministério Público do Trabalho, e o impacto do programa Bolsa Família em garantir uma renda mínima para as famílias afetadas. Além disso, com a taxa de desocupação atingindo níveis historicamente baixos e o aumento da renda domiciliar per capita em 2025, isso também contribuiu para esta queda.

O levantamento ainda revelou que em 2025, 4,4% das crianças e adolescentes de 5 a 17 anos que viviam em domicílios beneficiários do Bolsa Família estavam submetidos ao trabalho infantil, superando a taxa geral, que é de 4%. Contudo, a diferença já foi mais significativa, tendo caído de 7,3% em 2016.

Ademais, das 1,499 milhão de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil, 525 mil estavam em ocupações consideradas as piores formas de trabalho infantil, conforme as definições estabelecidas pelo Decreto Federal 6.481/2008, envolvendo situações como exploração sexual e tráfico de drogas.

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