A apuração relacionada ao Banco Master está interrompida desde que o ministro Dias Toffoli decidiu, na última quarta-feira (3), que somente sua autorização seria necessária para qualquer nova medida referente ao caso. Essa decisão resultou na suspensão da investigação que estava em andamento na Justiça Federal em Brasília.
De acordo com a coluna de Malu Gaspar, do jornal O Globo, entrevistas que estavam agendadas após a prisão de executivos do banco foram canceladas, assim como as perícias que envolviam celulares e computadores apreendidos na operação Compilance Zero. Esta operação investiga irregularidades em contratos de crédito no valor de R$ 12,2 bilhões que foram vendidos pelo banco a ao BrB (Banco de Brasília).
Toffoli ainda não enviou o caso à Procuradoria-Geral da República, a etapa usual do processo. Essa ordem se seguiu a um pedido feito por Luiz Antônio Bull, diretor do Banco Master, que atua nas áreas de riscos, compliance, operações e tecnologia. Bull foi preso pela Polícia Federal, mas foi liberado posteriormente e buscava paralisar a investigação.
A defesa de Bull alegou que os atos estavam sendo realizados sem garantia de competência judicial, afirmando que a continuidade desses atos poderia invalidar a investigação, visto que comprometeria a autoridade judicial apropriada.
Além disso, a defesa de Daniel Vorcaro, outro executivo envolvido, também recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), argumentando que a Justiça Federal de Brasília não era o foro adequado, em razão de um contrato imobiliário que menciona uma empresa vinculada ao deputado João Bacelar (PL-BA). Convencido pelos argumentos, Toffoli determinou que o Supremo seria o foro competente para a análise da investigação, retirando o caso da primeira instância.
Em 28 de novembro, Toffoli esteve em Lima para a final da Copa Libertadores da América, acompanhado do advogado Bull, Augusto Arruda Botelho, que foi o responsável pelo pedido que buscava travar o caso. Na volta, Toffoli ampliou o sigilo da ação.
Na última segunda-feira (8), o juiz Antonio Claudio Macedo da Silva rejeitou um recurso do Ministério Público Federal, mantendo a decisão que remete o caso ao STF, o que consolidou a paralisação da investigação em Brasília e entregou à Corte Suprema o controle total dos próximos passos.
FONTE: Brasil 247



























