A Justiça de São Paulo agendou para o mês de junho o julgamento de três policiais militares acusados de assassinar o empresário e delator Vinicius Gritzbach. O crime ocorreu em novembro de 2024, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo. Os policiais também enfrentam acusações pela morte de um motorista de aplicativo que estava no local durante os disparos, além de terem ferido outras duas pessoas com os estilhaços dos tiros.
O júri popular está marcado entre os dias 22 e 26 de junho no Fórum Criminal de Guarulhos. O Tribunal do Júri, conforme disposto na Constituição, tem a competência exclusiva para julgar crimes dolosos contra a vida e é composto por sete jurados que determinarão a inocência ou a culpa dos réus.
Gritzbach, que era réu por homicídio, estava sendo investigado por sua participação em esquemas de lavagem de dinheiro relacionados ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Antes de ser morto, ele havia assinado uma delação premiada com o Ministério Público do Estado de São Paulo, entregando nomes de membros da organização criminosa e denunciando policiais por corrupção.
Investigações e Acusações
Em março do ano passado, a Polícia Civil finalizou o inquérito sobre o assassinato de Gritzbach, indiciando seis indivíduos pelo crime. O inquérito revelou que a motivação do homicídio foi uma retaliação, originada pela ordem de Gritzbach de eliminar dois aliados de líderes do PCC na região metropolitana.
Indiciados no Caso
- Emílio Carlos Gongorra Castilho (Cigarreira): líder do PCC e mandante do crime;
- Diego dos Santos Amaral (Didi): líder do PCC e mandante do crime;
- Kauê do Amaral Coelho: informante que monitorou o delator;
- Fernando Genauro: policial militar e executor;
- Denis Antonio Martins: policial militar e executor;
- Ruan Silva Rodrigues: policial militar e executor.
Os três primeiros estão foragidos, enquanto os policiais Genauro, Martins e Rodrigues estão presos no Presídio Militar Romão Gomes e enfrentarão o júri.
Detalhes das Denúncias
Os policiais acusados de disparar contra Gritzbach foram denunciados pelo Ministério Público, sendo que o cabo Denis Martins e o soldado Ruan Rodrigues utilizaram fuzis durante a execução. O tenente Fernando Genauro, supostamente, transportou os executores e os ajudou a escapar do local do crime.
Os outros três indiciados enfrentam um processo separado. Kauê Amaral foi responsável por monitorar Gritzbach no aeroporto, enquanto Emílio Gongorra e Diego Amaral são apontados como os mandantes do assassinato.
O advogado Claudio Dalledone Júnior, que defende os policiais, informou à Agência Brasil que “a defesa atendeu à determinação do juiz para indicar as testemunhas que pretende ouvir em plenário”.

























