O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Promotoria de Justiça de Ipatinga, na região do Vale do Aço, obteve na segunda-feira (2) a reversão de duas absolvições em um caso de homicídio ocorrido em janeiro de 2024. A vítima, um homem de 26 anos, foi morta devido a uma dívida de R$ 200. Os réus, ambos com 22 anos, foram condenados a 37 e 30 anos de prisão, respectivamente, pelos crimes de homicídio qualificado e corrupção de menores, pois aliciaram um adolescente de 17 anos para participar do crime.
A denúncia da Promotoria de Justiça relata que a vítima foi atacada dentro de sua casa, na presença de familiares e filhos pequenos. Após a agressão, o homem foi arrastado para a rua e executado com oito tiros, a maioria na cabeça.
No primeiro julgamento, realizado em abril de 2025, o Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do homicídio e da corrupção de menores em relação a um dos réus, mas o absolveu por clemência. O outro foi absolvido do homicídio, mas condenado pela corrupção de menores.
Diante da decisão, a Promotoria recorreu. O Tribunal acolheu os argumentos do MPMG, reconhecendo a inconsistência da primeira decisão e determinou a anulação do Júri, levando a um novo julgamento. Neste, o Conselho reconheceu que o homicídio foi motivado por um motivo torpe e com emprego de meio que resultou em perigo comum, além de confirmar a corrupção de menores pela participação do adolescente no crime.
























