Sexta, 12 de dezembro de 2025

Sociedade Brasileira lança campanha para incluir medicamentos contra obesidade no SUS

Sociedade Brasileira lança campanha para incluir medicamentos contra obesidade no SUS
Foto: Agência Brasil

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem) lançou esta semana uma campanha nacional com o objetivo de incluir medicamentos destinados ao combate da obesidade no Sistema Único de Saúde (SUS).

O movimento conta com o apoio da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (Abeso), da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), entre outras.

Segundo a Sbem, a proposta é mobilizar a sociedade e sensibilizar autoridades para pressionar por políticas públicas que garantam acesso a tratamentos adequados, especialmente os medicamentosos, na rede pública.

A OBESIDADE é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma doença crônica multiplotencial, mas, segundo a Sbem, continua sendo uma das únicas condições sem tratamento medicamentoso disponibilizado pelo SUS.

“Enquanto pacientes com hipertensão, diabetes, asma ou dislipidemia têm acesso gratuito a medicamentos, aqueles que vivem com obesidade permanecem sem qualquer alternativa terapêutica na rede pública”, destacou a Sbem.

Ainda de acordo com a entidade, até o momento, nenhum fármaco para a perda de peso foi incorporado ao SUS. Mesmo os agonistas GLP-1, conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras, não estão disponíveis.

Nos últimos cinco anos, quatro medicamentos para o tratamento da obesidade foram analisados pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), mas tiveram sua incorporação negada: orlistate, sibutramina, liraglutida e semaglutida.

Números da Obesidade no Brasil

Dados do Atlas Mundial da Obesidade 2025, da Federação Mundial da Obesidade (WOF), revelam que 31% dos adultos brasileiros sofrem de obesidade e 68% apresentam sobrepeso, o que significa que quase sete em cada dez adultos estão com excesso de peso. As projeções apontam que, se medidas não forem tomadas, até 2044, quase metade da população adulta brasileira (48%) estará obesa.

Adicionalmente, o relatório indica que mais de 60 mil mortes prematuras no Brasil estão associadas ao sobrepeso e à obesidade, que se relacionam a doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes tipo 2 e acidente vascular cerebral (AVC).

A Sbem também enfatiza o impacto financeiro do problema. Um estudo realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) estima que os custos diretos ao SUS com as doenças relacionadas à obesidade podem totalizar US$ 1,8 bilhão entre 2021 e 2030, enquanto as perdas indiretas, como anos de vida produtiva, podem alcançar US$ 20 bilhões.

Com Agência Brasil

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