Sexta, 17 de abril de 2026

Retorno da mosca carnívora preocupa autoridades de saúde nos EUA

Retorno da mosca carnívora preocupa autoridades de saúde nos EUA
Foto: Reprodução/Internet

Uma espécie de mosca que causou pânico no estado do Texas na década de 60 e foi erradicada anteriormente, volta a ser uma preocupação para as autoridades sanitárias dos EUA e da América Central.

Identificada como a mosca-bicheira-do-Novo Mundo (Cochliomya hominivorax), este inseto carnívoro é responsável por depositar suas larvas parasitas em diferentes espécies de animais, incluindo humanos. As fêmeas são atraídas pelo odor de feridas abertas e, ao encontrarem um hospedeiro, colocam suas larvas no local.

As larvas invadem o tecido vivo do hospedeiro, alimentando-se dele de maneira agressiva, o que pode resultar em sérias consequências, incluindo a morte.

Nos anos 60, estima-se que havia cerca de 1 milhão de casos anuais entre o gado texano. Para controlar a praga, cientistas implementaram a Técnica de Inseto Infértil (SIT), que envolvia a liberação de milhões de machos estéreis no ambiente. Estas fêmeas só acasalam uma vez antes de depositar seus ovos e, ao acasalarem com machos inférteis, não produzem larvas viáveis. Com a ajuda do clima frio e de tratamentos químicos, a mosca-bicheira-do-Novo Mundo foi erradicada em 1982.

Contudo, especialistas divergem sobre as razões para o retorno dessa espécie. Há sugestões de que questões climáticas e mudanças no comportamento das moscas, que agora podem acompanhar o movimento do gado ou evitar parceiros estéreis, estejam contribuindo para sua volta.

A partir de 2022, a proliferação da mosca foi novamente documentada, mesmo com uma instalação no Panamá regularmente liberando machos inférteis. A espécie se espalhou para o norte e vários países da América Central, atingindo um pico em 2023, com registros na México em 2024.

Além do risco à saúde do gado, casos de contaminação em humanos foram documentados desde 2025. O governo dos EUA, juntamente com países da América Central e México, intensifica as medidas de vigilância e libera cerca de 100 milhões de insetos inférteis para conter a infestação. Como precaução, os EUA limitaram a importação de animais vivos do México.

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