Sexta, 06 de fevereiro de 2026

Projeto Saúde em Nossas Mãos reduz infecções hospitalares em 26%

Projeto Saúde em Nossas Mãos reduz infecções hospitalares em 26%
© Reuters / Kai Pfaffenbach / Direitos Reservados

O projeto Saúde em Nossas Mãos foi criado para ajudar a reduzir as infecções relacionadas à assistência à saúde em unidades hospitalares públicas do Brasil e já está apresentando resultados significativos. Entre setembro de 2024 e outubro de 2025, o projeto conseguiu uma redução de 26% nas infecções hospitalares nas unidades de terapia intensiva (UTI), incluindo adultos, crianças e neonatais.

Com essa diminuição, estima-se que o Sistema Único de Saúde (SUS) economizou mais de R$ 150 milhões nesse período.

O projeto é desenvolvido por instituições renomadas como os hospitais Oswaldo Cruz, Beneficência Portuguesa de São Paulo, Hospital Albert Einstein, Hospital do Coração (Hcor), Hospital Moinhos de Vento e Hospital Sírio-Libanês, que estão envolvidos no Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), vinculado ao Ministério da Saúde.

A proposta principal do projeto é atuar nas UTIs para combater casos de infecções primárias da corrente sanguínea associadas a cateter venoso central, pneumonia relacionada à ventilação mecânica e infecções do trato urinário relacionadas ao cateter vesical.

“O Saúde em Nossas Mãos é uma iniciativa que gera um movimento de aprendizagem, onde todos ensinam e todos aprendem, abordando medidas de combate às três principais Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde em UTIs. Falamos de infecções que aumentam a morbidade, mortalidade e custos hospitalares, mas que podem ser prevenidas”, enfatizou Claudia Garcia, coordenadora geral do projeto.

Estudos sugerem que infecções relacionadas à assistência à saúde podem causar até 3,5 milhões de mortes por ano globalmente. No Brasil, a prevenção de cada infecção pode resultar em uma economia que varia entre R$ 60 mil e R$ 110 mil.

A meta do projeto é reduzir essas infecções hospitalares em 50% até o final deste ano.

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