Dados do Índice de Estigma em Relação às Pessoas Vivendo com HIV 2025 mostram que 52,9% das pessoas com HIV/Aids no Brasil já enfrentaram alguma forma de discriminação ao longo da vida. Além disso, 38,8% relataram ter sido alvo de fofocas ou comentários discriminatórios.
O estudo foi divulgado nesta quinta-feira (8) e elaborado por um consórcio que inclui diversas organizações, incluindo o Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas e a Rede Nacional de Adolescentes e Jovens vivendo com HIV/AIDS.
Pesquisa abrangente
Entre julho e outubro de 2024, foram ouvidas 1.275 pessoas em sete capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Porto Alegre, Recife, Manaus e Brasília.
Os dados revelaram violações significativas de direitos humanos, como discriminação institucional e coerção em serviços de saúde.
“Essas violações não apenas ferem a dignidade, mas também dificultam o acesso ao tratamento e à prevenção”, destacam os pesquisadores.
Cerca de 6,6% dos entrevistados relataram que sua sorologia foi divulgada sem consentimento. Também, 11,5% relataram tratamento desigual em serviços relacionados ao HIV.
Este é a primeira vez que eventos climáticos extremos são abordados no Índice de Estigma, com 23% enfrentando dificuldades no acesso a medicamentos devido a fenômenos climáticos.
O impacto do estigma sobre a saúde mental é alarmante, com 29,1% dos entrevistados apresentando sintomas de depressão após o diagnóstico.
Entre as populações mais afetadas estão pessoas trans e travestis, com 86,7% tendo sofrido discriminação por identidade de gênero.
A pesquisa destaca a necessidade de enfrentar o estigma e a discriminação para garantir melhor acesso ao cuidado e ao tratamento.
Organizações como a Unidade de HIV/Aids da OMS e o CDC estão envolvidas nessa iniciativa crucial.
























