Terça, 21 de julho de 2026

Nova diretriz sobre obesidade orienta avaliação de risco cardiovascular

A nova diretriz brasileira foca na avaliação do risco cardiovascular para pacientes com sobrepeso e obesidade, visando melhorias na saúde pública.

Nova diretriz sobre obesidade orienta avaliação de risco cardiovascular
© Reuters/Brendan McDermid/Proibida reprodução

Uma nova diretriz brasileira estabelece que todos os pacientes adultos com sobrepeso ou obesidade devem passar por uma avaliação da sua condição cardiovascular. Este documento foi elaborado por diversas sociedades, incluindo a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso) e a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

A revisão, intitulada Diretriz Brasileira Baseada em Evidências de 2025 para o Manejo da Obesidade e Prevenção de Doenças Cardiovasculares, recomenda que pacientes entre 30 e 79 anos com sobrepeso ou obesidade, que não tenham histórico de doenças cardiovasculares, devem ser avaliados usando o escore Prevent, ferramenta que calcula a probabilidade de infarto, AVC e insuficiência cardíaca nos próximos dez anos.

Categorias de risco cardiovascular

Os profissionais de saúde devem classificar o risco cardiovascular como:

  • Risco Baixo: Pacientes com IMC abaixo de 40 e idade abaixo de 30 anos, sem fatores de risco. Aqueles com 30 anos ou mais e risco calculado abaixo de 5% em 10 anos.
  • Risco Moderado: Pacientes com IMC inferior a 40, sem histórico de eventos cardiovasculares, mas com um ou mais fatores de risco. Também, aqueles com IMC inferior a 40 e risco entre 5% e 20% em dez anos.
  • Risco Alto: Pacientes com doenças cardiovasculares preexistentes ou risco maior que 20% em dez anos, diabetes tipo 2, ou outras condições como doença renal crônica estágio 3b.

Foco em tratamentos eficazes

A diretriz também enfatiza o uso de medicamentos como a liraglutida e a semaglutida, conhecidos como canetas emagrecedoras, para tratar sobrepeso e obesidade. É recomendada a liraglutida para pacientes com risco cardiovascular moderado ou alto, visando a perda de peso e a redução desse risco.

Além disso, a semaglutida é indicada para indivíduos com IMC de 27 ou mais, sem diabetes, que apresentem doença cardiovascular já estabelecida.

As diretrizes visam não apenas tratamento, mas também prevenção, recomendando a perda de peso em pacientes com obesidade que apresentem condições como apneia obstrutiva do sono ou insuficiência cardíaca, melhorando sua qualidade de vida e saúde cardiovascular.

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