Segunda, 01 de junho de 2026

Geraldo Abade critica uso político na saúde durante coletiva sobre hemodiálise

Geraldo Abade critica uso político na saúde durante coletiva sobre hemodiálise
Geraldo Abade, prefeito de Barão de Cocais – Foto: Gustavo Linhares/DeFato Online

A situação do Centro de Hemodiálise “Dr. José Celso dos Santos”, em Barão de Cocais, foi tema de uma coletiva de imprensa realizada pelo prefeito Geraldo Abade (PSD) nesta segunda-feira (1º). As discussões sobre o futuro da unidade foram intensificadas após a divulgação de uma auditoria que revelou falhas técnicas, estruturais e administrativas no projeto.

Abade enfatizou que a saúde pública não deve ser utilizada como instrumento político. Segundo ele, a prioridade deve ser sempre a segurança e dignidade dos pacientes. “Eu acredito que o princípio da vida e da dignidade humana deve ser colocado acima de tudo”, afirmou.

“Não adianta fazer política com a vida das pessoas, tentando tirar proveito disso,”

disse o prefeito, destacando os elementos técnicos apresentados no relatório da auditoria conduzida pela advogada Priscila Ramos Netto Viana. O documento concluiu que as condições do prédio não permitem seu funcionamento como um centro de hemodiálise.

Durante a coletiva, Geraldo Abade criticou a atual situação da rede municipal de saúde, relatando que a administração encontrou um sistema de saúde “completamente destroçado”. Segundo ele, a gestão está realizando investimentos para recuperar as estruturas e atender melhor a população. “Não havia alimentos para os pacientes ou materiais de uso básico. Em um ano, diversos equipamentos foram adquiridos através de emendas parlamentares e investimentos diretos da prefeitura”, enfatizou.

O prefeito não descartou a possibilidade de implementação do serviço de hemodiálise futuramente, desde que existam condições adequadas de segurança e viabilidade técnica. Atualmente, 23 moradores de Barão de Cocais realizam tratamento fora do município, predominantemente em Itabira e João Monlevade.

Além disso, a Prefeitura está propondo um aumento significativo no auxílio aos pacientes de hemodiálise, elevando o valor atual de R$ 139,92 para R$ 1.000 por mês. Abade finalizou reforçando que a saúde deve ser encarada como uma política de Estado e não como um tema de disputas partidárias.

“Saúde não deve ser usada para fazer política. É um bem comum e deve ser tratada como tal”,

concluiu Geraldo Abade.

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