A situação do Centro de Hemodiálise “Dr. José Celso dos Santos”, em Barão de Cocais, foi tema de uma coletiva de imprensa realizada pelo prefeito Geraldo Abade (PSD) nesta segunda-feira (1º). As discussões sobre o futuro da unidade foram intensificadas após a divulgação de uma auditoria que revelou falhas técnicas, estruturais e administrativas no projeto.
Abade enfatizou que a saúde pública não deve ser utilizada como instrumento político. Segundo ele, a prioridade deve ser sempre a segurança e dignidade dos pacientes. “Eu acredito que o princípio da vida e da dignidade humana deve ser colocado acima de tudo”, afirmou.
“Não adianta fazer política com a vida das pessoas, tentando tirar proveito disso,”
disse o prefeito, destacando os elementos técnicos apresentados no relatório da auditoria conduzida pela advogada Priscila Ramos Netto Viana. O documento concluiu que as condições do prédio não permitem seu funcionamento como um centro de hemodiálise.
Durante a coletiva, Geraldo Abade criticou a atual situação da rede municipal de saúde, relatando que a administração encontrou um sistema de saúde “completamente destroçado”. Segundo ele, a gestão está realizando investimentos para recuperar as estruturas e atender melhor a população. “Não havia alimentos para os pacientes ou materiais de uso básico. Em um ano, diversos equipamentos foram adquiridos através de emendas parlamentares e investimentos diretos da prefeitura”, enfatizou.
O prefeito não descartou a possibilidade de implementação do serviço de hemodiálise futuramente, desde que existam condições adequadas de segurança e viabilidade técnica. Atualmente, 23 moradores de Barão de Cocais realizam tratamento fora do município, predominantemente em Itabira e João Monlevade.
Além disso, a Prefeitura está propondo um aumento significativo no auxílio aos pacientes de hemodiálise, elevando o valor atual de R$ 139,92 para R$ 1.000 por mês. Abade finalizou reforçando que a saúde deve ser encarada como uma política de Estado e não como um tema de disputas partidárias.
“Saúde não deve ser usada para fazer política. É um bem comum e deve ser tratada como tal”,
concluiu Geraldo Abade.























