O número de suicídios em Minas Gerais aumentou significativamente na última década, refletindo um cenário complexo afetado por fatores sociais, econômicos e emocionais, exacerbados pela pandemia de COVID-19. Especialistas, como a psicóloga Christiana Sadok, associam esses dados a uma multiplicidade de causas que exigem respostas contínuas tanto do poder público quanto da sociedade.
Conforme dados do DataSUS, os registros de suicídio no estado saltaram de 1.357 em 2014 para 1.825 em 2024, representando um crescimento de 34,5% em dez anos. Durante esse período, foram contabilizadas aproximadamente 18 mil mortes. No Colar Metropolitano, que inclui Belo Horizonte e cidades vizinhas, a elevação foi de 11% segundo os dados mais recentes.
A psicóloga observa que “o suicídio é um fenômeno complexo e multifatorial”. A pandemia, conforme ela, potencializou fragilidades existentes, fazendo com que muitos sentissem a perda de não apenas pessoas, mas de projetos, estabilidade e esperança. “É um processo gradual de esgotamento emocional que surge após acúmulos de frustrações e solidão”, completa.
O luto de familiares e amigos que perdem alguém por suicídio é frequentemente repleto de culpa, vergonha e estigmas sociais, reforçando a necessidade de diálogo aberto e acolhedor sobre essa temática. Para Sadok, “falar sobre suicídio de forma ética é crucial para validar sentimentos e abrir caminhos para pedidos de ajuda”.
Cabe a todos nós promover espaços seguros e um clima de acolhimento, visando prevenir essas tragédias. Durante o Janeiro Branco, a reflexão sobre saúde mental é mais que necessária; é uma exigência social emergente diante dos desafios contemporâneos.

























