Segunda, 15 de dezembro de 2025

Cresce a Demanda por Fonoaudiologia em Itabira: Oportunidades e Desafios

Cresce a Demanda por Fonoaudiologia em Itabira: Oportunidades e Desafios
Foto: Acervo/Thaís Martins

A crescente demanda por atendimento fonoaudiológico em Itabira revela a escassez de profissionais capacitados para lidar com uma variedade de casos, que vão desde dificuldades de amamentação em bebês até problemas de deglutição em idosos. Este cenário vem à tona com a recente adição do curso de Fonoaudiologia ao catálogo da Funcesi, centro universitário local.

Dados do Conselho Federal de Fonoaudiologia mostram que Minas Gerais possui aproximadamente 5.239 profissionais registrados, sendo o terceiro estado com o maior número de fonoaudiólogos do Brasil, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro. Entretanto, a distribuição desses profissionais não é uniforme. Em cidades do interior, como Itabira, a presença de fonoaudiólogos ainda é limitada, refletindo-se nas longas filas de espera em clínicas e serviços públicos.

A fonoaudióloga itabirana Thaís Martins, atuando na cidade há sete anos, destaca que a demanda por atendimento tem sido contínua e crescente entre todas as faixas etárias. “A procura é enorme; atualmente, nossa clínica enfrenta uma fila de espera considerável de pacientes. Não conseguimos atender a demanda em todas as áreas, seja de crianças, adultos ou idosos”, comenta.

A atuação do fonoaudiólogo vai desde a promoção da saúde até o diagnóstico e tratamento de funções corporais e cognitivas. Os fonoaudiólogos podem atuar em hospitais, unidades de saúde, empresas e instituições de ensino. Entre os atendimentos mais buscados em Itabira, Thaís ressalta o foco em crianças com atraso na linguagem e na fala, assim como reabilitação após frenectomia, e questões relacionadas à amamentação e disfagia em idosos.

O anúncio da inclusão do curso de Fonoaudiologia na graduação da Funcesi é um passo importante. Espera-se que, nos próximos anos, haja um aumento significativo na oferta de atendimentos especializados na cidade e região. “A formação local de novos profissionais pode reduzir consideravelmente as filas e ampliar o acesso à população”, observa Thaís.

Ela ainda acrescenta que, apesar de ser uma profissão relativamente nova, a Fonoaudiologia tem ganhado espaço na saúde pública e privada. “Houveram crescimentos significativos na busca por fonoaudiólogos, especialmente com o maior reconhecimento de sua importância. Contudo, o interior ainda sofre com a falta de cursos e profissionais; ter uma graduação na região é vital para mudar essa situação”, conclui.

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