Sábado, 14 de março de 2026

Aumento de casos de síndromes respiratórias gera alertas neste inverno

Aumento de casos de síndromes respiratórias gera alertas neste inverno
FOTO: NAILANA THIELY / ASCOM UEPA DATA: 14.06.2017 BELÉM – PARÁ

As informações atualizadas sobre a síndrome respiratória aguda grave (SRAG) revelam que os casos registrados nas primeiras 24 semanas epidemiológicas de 2025 foram 30% maiores em comparação com o mesmo período do ano anterior. A chegada do inverno nesta sexta-feira (20) amplifica a preocupação, dado que neste período há uma maior circulação de vírus respiratórios, o que pode resultar em um aumento significativo de infecções e casos graves.

Segundo a infectologista Silvia Fonseca, o comportamento social influencia a propagação desses vírus: “No inverno as pessoas ficam mais dentro de casa, nos escritórios, andam no transporte público com as janelas fechadas. Isso aumenta a proximidade das pessoas, e a maioria das infecções respiratórias se transmite por gotículas.”

O cenário é agravado por fatores como a irritação das vias respiratórias devido ao frio e ao tempo seco, aumentando a vulnerabilidade a infecções, além da maior transmissibilidade do vírus Influenza em baixas temperaturas. Dados do Boletim Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mostram que a incidência de infecções por influenza subiu para mais de 40% entre as infecções respiratórias graves.

A mortalidade associada à influenza é alarmante: cerca de 50% das mortes causadas por SRAG este ano resultaram de infecção pelo vírus da gripe. “A vacinação anual é a forma mais eficaz de reduzir esse risco”, adverte Silva.

Até o momento, menos de 40% do público-alvo se vacinou contra a influenza em 2025. O imunizante é essencial para proteger contra subtipos como A H1N1 e H3N2, especialmente no contexto atual.

Além disso, a preocupação se estende ao vírus sincicial respiratório (VSR), que continua a ser um risco significativo, especialmente para crianças menores de 2 anos. Com a vacina contra o VSR sendo disponibilizada no Sistema Único de Saúde (SUS) a partir do segundo semestre, é vital que a vacinação ocorra.

As autoridades de saúde reforçam as normas de etiqueta respiratória como forma de prevenção:

  • Evitar aglomerações e ambientes fechados;
  • Lavar as mãos frequentemente;
  • Cobrir o nariz e a boca ao espirrar ou tossir;
  • Manter os ambientes bem ventilados.

Respeitar essas diretrizes, além de garantir uma alimentação equilibrada e hidratação adequada, pode contribuir para a recuperação do organismo durante este período crítico.

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