Atingidos pelo rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana, expressaram suas preocupações em relação ao acordo de repactuação, durante reunião da Comissão Interestadual Parlamentar de Estudos para o Desenvolvimento Sustentável da Bacia do Rio Doce (Cipe Rio Doce) realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em 27 de novembro de 2025.
Pescadores e agricultores da Bacia do Rio Doce alegaram que estão sem conseguir exercer suas atividades e não têm recebido a assistência necessária. Mulheres expressaram dúvidas sobre a correta aplicação dos R$ 1 bilhão do fundo destinado para atendê-las.
Demandas da Comunidade
As demandas, que incluem a falta de participação dos atingidos nas decisões e o desvio de parte do dinheiro para pessoas não afetadas, foram lideradas pelo agricultor José Pavuna Neto e outras vozes da comunidade. Eles ressaltaram a necessidade de reparação justa e imediata.
Desafios Enfrentados
Ernestina Evangelista, de Barra Longa, e José Alves, pescador de Governador Valadares, também compartilham suas frustrações sobre o impacto persistente na sociedade local, mencionando a deterioração de suas propriedades e a penúria que enfrentam sem apoio oficial.
Propostas para Melhorar a Situação
O deputado Leleco Pimentel propôs a realização de um seminário para discutir estratégias com representantes da Cipe Rio Doce e outros órgãos, visando soluções que atenderiam aos direitos dos afetados. Maria das Graças Lima e líderes comunitários também exigiram maior transparência sobre a aplicação dos recursos destinados a mulheres afetadas.
Futuro do Acordo
Ainda, a promotora de justiça, Shirley Machado de Oliveira, anunciou a criação de conselhos municipais para assegurar controle social sobre a aplicação de recursos do acordo, com o intuito de ampliar a participação da comunidade nas decisões sobre reparação e desenvolvimento.
As preocupações continuam a ser um tema central nas discussões em busca de uma reparação que realmente atenda às necessidades dos atingidos.


























