Segunda, 15 de dezembro de 2025

Reclamações de Atingidos pelo Rompimento da Barragem em Mariana Ganham Destaque

Reclamações de Atingidos pelo Rompimento da Barragem em Mariana Ganham Destaque
Participantes ao final da reunião já na noite desta quinta-feira (27). Foto: Henrique Chendes ALMG

Atingidos pelo rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana, expressaram suas preocupações em relação ao acordo de repactuação, durante reunião da Comissão Interestadual Parlamentar de Estudos para o Desenvolvimento Sustentável da Bacia do Rio Doce (Cipe Rio Doce) realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em 27 de novembro de 2025.

Pescadores e agricultores da Bacia do Rio Doce alegaram que estão sem conseguir exercer suas atividades e não têm recebido a assistência necessária. Mulheres expressaram dúvidas sobre a correta aplicação dos R$ 1 bilhão do fundo destinado para atendê-las.

Demandas da Comunidade

As demandas, que incluem a falta de participação dos atingidos nas decisões e o desvio de parte do dinheiro para pessoas não afetadas, foram lideradas pelo agricultor José Pavuna Neto e outras vozes da comunidade. Eles ressaltaram a necessidade de reparação justa e imediata.

Desafios Enfrentados

Ernestina Evangelista, de Barra Longa, e José Alves, pescador de Governador Valadares, também compartilham suas frustrações sobre o impacto persistente na sociedade local, mencionando a deterioração de suas propriedades e a penúria que enfrentam sem apoio oficial.

Propostas para Melhorar a Situação

O deputado Leleco Pimentel propôs a realização de um seminário para discutir estratégias com representantes da Cipe Rio Doce e outros órgãos, visando soluções que atenderiam aos direitos dos afetados. Maria das Graças Lima e líderes comunitários também exigiram maior transparência sobre a aplicação dos recursos destinados a mulheres afetadas.

Futuro do Acordo

Ainda, a promotora de justiça, Shirley Machado de Oliveira, anunciou a criação de conselhos municipais para assegurar controle social sobre a aplicação de recursos do acordo, com o intuito de ampliar a participação da comunidade nas decisões sobre reparação e desenvolvimento.

As preocupações continuam a ser um tema central nas discussões em busca de uma reparação que realmente atenda às necessidades dos atingidos.

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