Terça, 10 de março de 2026

Professor universitário é preso no Rio por abusos sexuais de crianças

Professor universitário é preso no Rio por abusos sexuais de crianças
© Fernando Frazão/Agência Brasil

A Polícia Civil da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) do Rio de Janeiro prendeu, nesta terça-feira (10), um professor universitário acusado de abuso sexual contra quatro menores de idade, além de produzir e armazenar vídeos e fotografias dos atos. O educador, que leciona Direito, foi capturado em sua residência no Grajaú, zona norte do Rio.

As investigações revelaram que o professor explorava a necessidade financeira de famílias em situação de vulnerabilidade social, beneficiadas por um projeto de assistência jurídica no qual ele estava envolvido. O acusado utilizava sua posição de advogado para aliciar as crianças.

Durante a operação, foram encontradas substâncias entorpecentes na residência do detido, que serão investigadas. A prisão foi realizada com base em um mandado temporário por estupro de vulnerável e posse de pornografia infantil.

Conforme a polícia, a investigação começou a partir de informações trocadas com organismos internacionais que indicavam a produção e o armazenamento de imagens de pornografia infantil em dispositivos eletrônicos relacionados ao homem.

“Após um intenso trabalho investigativo, analisando dados e cruzando informações, os agentes da DCAV identificaram duas vítimas, de 10 e 14 anos, ambas moradoras de comunidades do Rio, com indícios de outras vítimas”, informou a corporação.

Metodologia dos abusos

A apuração revelou que o preso também atuava como professor universitário de Direito Penal no Núcleo de Prática Jurídica da instituição. Ele mantinha contato frequente com famílias vulneráveis atendidas por seu grupo, onde aproveitava para aliciar crianças e adolescentes.

Para atrair e manter a proximidade com as vítimas, ele oferecia pequenos benefícios, como lanches e alimentos, criando um ambiente de aparente confiança. As vítimas eram frequentemente levadas à casa do professor, onde os abusos eram cometidos e registrados em vídeo.

Assim, o homem aparecia em material gravado, interagindo com crianças durante os atos, evidenciando a gravidade das ações perpetradas.

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