Sábado, 08 de agosto de 2026

Votação de projetos de recomposição salarial em Itabira é adiada

O adiamento na votação dos projetos de recomposição salarial dos servidores de Itabira ocorreu após um pedido de vista do vereador Marcelino Guedes, permitindo uma maior discussão sobre as propostas antes da deliberação.

Votação de projetos de recomposição salarial em Itabira é adiada
Foto: Giovanna Victoria/DeFato

A tramitação dos projetos referentes à recomposição salarial dos servidores municipais de Itabira foi adiada devido a um pedido de vista feito pelo vereador Marcelino Guedes (PSB) durante a reunião ordinária na Câmara Municipal, realizada na terça-feira (28).

As propostas apresentadas pelo governo do prefeito Marco Antônio Lage (PSB) incluem o reajuste geral anual dos vencimentos dos servidores e alterações nas regras do auxílio-alimentação.

O Projeto de Lei 32/2026 sugere uma recomposição salarial de 3,9% para os servidores municipais, percentual considerado insuficiente pelo Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos Municipais de Itabira (Sintsepmi), que rejeitou a proposta em assembleia.

Já o Projeto de Lei 33/2026 busca alterar os critérios para concessão do auxílio-alimentação. De acordo com a proposta, servidores com remuneração mensal de até R$ 4.693,39 receberiam R$ 470,01 de auxílio, enquanto aqueles com salários entre R$ 4.693,39 e R$ 9.351,00 teriam direito ao auxílio reduzido para R$ 235.

Com o pedido de vista, a votação foi adiada por alguns dias, permitindo que os vereadores aprofundem a análise dos projetos. Segundo Guedes, essa pausa é importante para ampliar o debate entre o Legislativo, o Executivo e os representantes da categoria. “O pedido de vista é para que a gente possa debruçar ainda um pouco mais no projeto. Acho uma pauta importantíssima. Quanto mais tempo a gente tiver para discutir, é importante”, destacou.

Adicionalmente, Guedes enfatizou que o prazo extra permitirá que novas conversas sejam possíveis entre o sindicato e a Prefeitura, resultando em uma proposta mais adequada às reivindicações dos servidores.

No entanto, a presidente do Sintsepmi, Graziele Cachapuz, criticou o envio do projeto à Câmara sem considerar a posição da categoria expressa em assembleia. “O governo mandou o projeto desconsiderando o retorno dos servidores, que recusaram o percentual de 3,90%. Vamos mobilizar a categoria para se posicionar na Câmara e cobrar maior compromisso dos vereadores com aqueles que operam os serviços essenciais para a população”, afirmou.

Com o adiamento, a expectativa é que novos diálogos ocorram entre os representantes do Executivo, vereadores e o sindicato antes que os projetos voltem à pauta para votação.

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