Terça, 28 de abril de 2026

Votação de projetos de recomposição salarial em Itabira é adiada

Votação de projetos de recomposição salarial em Itabira é adiada
Foto: Giovanna Victoria/DeFato

A tramitação dos projetos referentes à recomposição salarial dos servidores municipais de Itabira foi adiada devido a um pedido de vista feito pelo vereador Marcelino Guedes (PSB) durante a reunião ordinária na Câmara Municipal, realizada na terça-feira (28).

As propostas apresentadas pelo governo do prefeito Marco Antônio Lage (PSB) incluem o reajuste geral anual dos vencimentos dos servidores e alterações nas regras do auxílio-alimentação.

O Projeto de Lei 32/2026 sugere uma recomposição salarial de 3,9% para os servidores municipais, percentual considerado insuficiente pelo Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos Municipais de Itabira (Sintsepmi), que rejeitou a proposta em assembleia.

Já o Projeto de Lei 33/2026 busca alterar os critérios para concessão do auxílio-alimentação. De acordo com a proposta, servidores com remuneração mensal de até R$ 4.693,39 receberiam R$ 470,01 de auxílio, enquanto aqueles com salários entre R$ 4.693,39 e R$ 9.351,00 teriam direito ao auxílio reduzido para R$ 235.

Com o pedido de vista, a votação foi adiada por alguns dias, permitindo que os vereadores aprofundem a análise dos projetos. Segundo Guedes, essa pausa é importante para ampliar o debate entre o Legislativo, o Executivo e os representantes da categoria. “O pedido de vista é para que a gente possa debruçar ainda um pouco mais no projeto. Acho uma pauta importantíssima. Quanto mais tempo a gente tiver para discutir, é importante”, destacou.

Adicionalmente, Guedes enfatizou que o prazo extra permitirá que novas conversas sejam possíveis entre o sindicato e a Prefeitura, resultando em uma proposta mais adequada às reivindicações dos servidores.

No entanto, a presidente do Sintsepmi, Graziele Cachapuz, criticou o envio do projeto à Câmara sem considerar a posição da categoria expressa em assembleia. “O governo mandou o projeto desconsiderando o retorno dos servidores, que recusaram o percentual de 3,90%. Vamos mobilizar a categoria para se posicionar na Câmara e cobrar maior compromisso dos vereadores com aqueles que operam os serviços essenciais para a população”, afirmou.

Com o adiamento, a expectativa é que novos diálogos ocorram entre os representantes do Executivo, vereadores e o sindicato antes que os projetos voltem à pauta para votação.

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