Domingo, 18 de janeiro de 2026

Vice-presidente da Venezuela cobra dos EUA provas de vida de Maduro

Vice-presidente da Venezuela cobra dos EUA provas de vida de Maduro
© Mira Flores/Reuters/Proibida reprodução

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, solicitou na manhã deste sábado (03) que os Estados Unidos apresentem provas de vida do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, cujo paradeiro permanece desconhecido após os recentes ataques norte-americanos.

Rodriguez denunciou o bombardeio militar realizado por forças dos EUA na capital e nos estados de Aragua, Miranda e La Guaira, o que resultou na morte de civis inocentes.

De acordo com a vice-presidente, Maduro já havia alertado a população sobre a possibilidade de um ataque dessa natureza, que poderia afetar civis em diversas partes do país. Em resposta à situação, foi acionada a defesa nacional, seguindo as instruções do presidente Maduro.

“O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, as Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB), assim como o povo venezuelano organizado em milícias e agências de segurança cidadã, foram instruídos a defender a pátria”, afirmou Rodriguez.

A vice-presidente destacou ainda que ninguém irá violar o legado histórico de Simón Bolívar nem o direito da Venezuela à independência, à construção de um futuro e à sua condição de nação livre, sem a tutela externa. “Jamais seremos escravos. Somos filhos e filhas de Bolívar!”, proclamou.

Rodriguez lembrou que a Venezuela tem consistentemente caracterizado essas manobras como parte de uma estratégia para desestabilizar a região e minar sua soberania nacional, denunciando tentativas de intervenção armada para facilitar uma mudança de regime que favoreça interesses imperialistas.

A Rede de Intelectuais, Artistas e Movimentos Sociais em Defesa da Humanidade (REDH) e outras organizações condenaram o que descrevem como um “crime contra a paz” e uma flagrante violação da Carta das Nações Unidas, pedindo solidariedade internacional e mobilização contra o que consideram uma guerra colonial pelo petróleo venezuelano.

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