Na noite de terça-feira (13), o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, informou que 400 pessoas consideradas presas políticas foram libertadas. No entanto, a oposição e diversas organizações não governamentais (ONGs) contestam este número, exigindo a divulgação da lista de nomes.
O balanço divulgado inclui 160 indivíduos soltos em 23 de dezembro de 2024, após uma invasão militar dos Estados Unidos. Jorge Rodríguez afirmou que a medida visa distensionar a situação política no país.
“A decisão de libertar certos presos — não presos políticos, mas políticos que cometeram crimes contra a lei e a Constituição — foi um ato deliberado”, disse Jorge, que é irmão da presidente interina Delcy Rodríguez.
Ele também respondeu a críticas de Luís Florido, deputado da oposição, que pediu o acesso à lista de liberados, argumentando que o número de 400 não corresponde ao fornecido por organizações sociais, que falam em 116 libertações.
Entre os libertados, encontra-se o ex-candidato à presidência, Enrique Márquez, que estava preso acusado de tentativa de golpe de Estado.
A ONG Foro Penal alega que o número real de presos libertados é significativamente menor que o anunciado pelo governo, citando informações sobre a libertação de apenas 50 pessoas. Já o Observatório Venezuelano de Prisioneiros confirmou, até a manhã de quarta-feira (14), a soltura de 80 indivíduos.
As organizações denunciam a falta de transparência nas libertações, afirmando que famílias continuam aguardando notícias sobre seus entes queridos enquanto pernoitam próximas às prisões.
























