O Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa da Venezuela (SNTP) reportou a detenção de 14 jornalistas e profissionais da imprensa em Caracas, enquanto ocorria a sessão de instalação da Assembleia Nacional.
De acordo com a entidade, 13 dos detidos eram trabalhadores de agências e meios internacionais, enquanto um profissional atuava na mídia local.
Um balanço divulgado na plataforma X revelou que 13 dos jornalistas foram liberados sem formalidades, e um deles foi deportado. A nacionalidade dos detidos não foi esclarecida.
O sindicato ressaltou que os profissionais enfrentaram revistas em seus equipamentos, desbloqueio forçado de celulares, e até mesmo o rastreamento de chamadas e monitoramento de redes sociais, tanto nas dependências da assembleia quanto nas imediações e nas regiões de Altamira.
Ainda assim, o sindicato enfatiza que, apesar das liberações, a situação permanece séria, com 23 jornalistas e trabalhadores de mídia ainda encarcerados no país, sendo este um “saldo alarmante”. A entidade exigiu garantias para o livre exercício da profissão, encerramento da perseguição e a libertação dos demais jornalistas.
O SNTP já havia manifestado críticas às restrições impostas ao exercício da cobertura jornalística durante a sessão, incluindo proibições de transmissões ao vivo, gravações e fotografias.
Além disso, ao menos 3 jornalistas foram detidos por agentes da Direção Geral de Contrainteligência Militar (DGCIM), levados ao comando da Guarda Nacional no Palácio Legislativo e submetidos à verificação de celulares, onde foram exigidas senhas e inspeções de dados armazenados.
As detenções aconteceram após a captura de Nicolás Maduro e sua esposa por autoridades norte-americanas no último sábado (3).
Na sequência, a Assembleia Nacional, sob controle do regime chavista, reeleziu Jorge Rodríguez como presidente. Ele é irmão da presidente interina Delcy Rodríguez, escolhida na mesma sessão, que se tornou a primeira mulher a liderar o Executivo venezuelano.



























