Segunda, 25 de maio de 2026

União Brasil exige exoneração de filiados em cargos na administração federal

União Brasil exige exoneração de filiados em cargos na administração federal
© Reprodução/União na Câmara

O União Brasil estabeleceu um prazo de 24 horas para que seus filiados solicitem exoneração de cargos ou funções comissionadas no governo federal.

A determinação foi formalizada em uma resolução aprovada pela executiva nacional da legenda, divulgada na tarde desta quinta-feira (18). Este movimento reforça o distanciamento do partido da base de apoio ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva, já anunciado anteriormente em comunicações do mês corrente, em conjunto com o Progressistas, partido com o qual o União Brasil compõe uma federação.

Na ocasião, a exigência de exoneração se aplicava apenas aos “detentores de mandato”, o que poderia impactar a permanência dos ministros do Turismo, Celso Sabino (União-PA), e do Esporte, André Fufuca (PP-MA). Até o momento, ambos continuam ocupando seus cargos.

“Esse posicionamento, aliás, foi hoje [18] unanimemente reforçado pela aprovação da resolução que determina aos filiados do União Brasil o desligamento, em até 24 horas, dos cargos públicos de livre nomeação na Administração Pública Federal direta ou indireta, sob pena de prática de ato de infidelidade partidária”, afirma a nota oficial do partido.

No mesmo comunicado, o União Brasil expressou solidariedade ao presidente da legenda, Antonio Rueda, em meio a uma reportagem que alerta para seu suposto envolvimento com uma empresa de táxi aéreo que prestava serviços a indivíduos sendo investigados por lavagem de dinheiro e suposto vínculo com crime organizado. Essa matéria foi publicada pelo portal UOL e pelo site ICL Notícias.

A nota também critica indiretamente a administração federal, questionando a veracidade de investigações contra Rueda.

“Causa profunda estranheza que essas inverdades venham a público justamente poucos dias após a determinação oficial de afastamento de filiados do União Brasil de cargos ocupados no Governo Federal, um movimento legítimo e democraticamente debatido nas instâncias partidárias. Tal ‘coincidência’ sugere um suposto uso político da estrutura estatal para desgastar a imagem de nossa principal liderança e, consequentemente, enfraquecer a independência do partido frente ao governo atual”, completa a nota.

A documentação é assinada pelo vice-presidente Antônio Carlos Magalhães Neto (ACM Neto), além dos líderes na Câmara dos Deputados, Pedro Lucas Fernandes, e no Senado Federal, Efraim Filho, assim como por quatro governadores da legenda em oposição ao governo federal: Mauro Mendes (Mato Grosso), Ronaldo Caiado (Goiás), Wilson Lima (Amazonas) e Marcos Rocha (Rondônia).

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