No dia 13 de outubro, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, decidiu abrir uma investigação sobre a filiação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato à Presidência da República, ao partido Missão.
A investigação foi motivada por reportagens que indicavam que a equipe de campanha de Flávio não conseguiu registrar a candidatura no sistema do TSE em razão da referida filiação. O prazo para formalizar a candidatura se encerra no próximo sábado (15).
Em suas redes sociais, Flávio Bolsonaro afirmou que sua filiação ao partido Missão foi “fraudada”. Em resposta, o TSE declarou que a inclusão do nome do senador não ocorreu devido a um hackeamento do sistema, mas sim por um “uso indevido” da ferramenta de filiação.
“O Tribunal Superior Eleitoral informa que a filiação de Flávio Bolsonaro ao partido Missão não foi fruto de hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credenciais da legenda para efetivar filiações”, declarou o tribunal.
Após a repercussão, o partido PL protocolou um pedido de desfiliação do Missão no TSE, que já está sob análise.
O partido Missão confirmou ter notado a filiação indevida e até tentou cancelar o ato, mas esse pedido não foi aceito pelo TSE.
“O Partido Missão vem a público informar que foi vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro. Nosso sistema, ao notar a fraude, tentou realizar no mesmo dia o cancelamento da filiação, ação que foi rejeitada pelo TSE”, informou a legenda.
























