Domingo, 18 de janeiro de 2026

Trump confirma captura de Maduro após ataque militar dos EUA à Venezuela

Trump confirma captura de Maduro após ataque militar dos EUA à Venezuela
Marcelo Camargo - Agência Brasil

São Paulo, 03 – Os EUA realizaram um ataque aéreo à Venezuela, capturando o ditador Nicolás Maduro e sua esposa, anunciou o presidente americano, Donald Trump, pela sua rede social, a Truth Social. Trump informou que detalhes adicionais sobre a operação serão divulgados em uma coletiva de imprensa marcada para as 13h (horário de Brasília) em Mar-a-Lago, na Flórida.

“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi retirado do país por via aérea junto com sua esposa. Essa operação foi conduzida em conjunto com as forças de aplicação da lei dos Estados Unidos”, afirmou Trump.

Vídeos exibidos nas redes sociais mostram helicópteros das Forças de Operações Especiais dos EUA sobrevoando Caracas durante a madrugada, enquanto fogos de artifício de explosões iluminavam o céu da capital. Relatos não confirmados indicam que aeronaves CH-47G Chinook estiveram envolvidas, atacando áreas em Caracas e outros estados, incluindo Miranda, Aragua e a cidade de La Guaira.

Aditamente, o governo venezuelano declarou estado de emergência em resposta à “ofensiva imperialista” dos EUA. De acordo com o comunicado da ditadura, vários ataques atingiram diferentes regiões do país, levando Maduro a mobilizar as forças de defesa.

Informações sobre o número de mortos ou feridos ainda não foram divulgadas. O Fuerte Tiuna, complexo militar de maior importância na Venezuela, foi visto em chamas em Caracas após as explosões.

No decorrer da madrugada, evidências visuais de explosões e aeronaves foram documentadas em diversos pontos da cidade a partir das 2h (horário local). Além disso, moradores relataram uma queda de energia na região sul, próxima a uma base militar significativa.

A flotilha militar dos EUA no Caribe, enviada em agosto, já havia realizado bombardeios que resultaram em mais de cem mortes. Caracas considera que essas ações visam a derrubada do regime.

Na terça-feira, 30, ataques a embarcações suspeitas de tráfico de drogas em águas internacionais foram realizados pelo Comando Sul dos EUA. Trump já havia indicado em novembro a possibilidade de ataques em solo venezuelano e autorizado operações da CIA no país.

A Casa Branca ainda não fez declarações. Antes do início das explosões, a Administração Federal de Aviação (FAA) proibiu voos comerciais sobre o espaço aéreo venezuelano em decorrência de “atividade militar em andamento”, alertando pilotos sobre riscos associados.

O bombardeio durou cerca de 30 minutos e provocou uma corrida de residentes para as ruas. As explosões foram visíveis de longe em diversas áreas de Caracas, após Trump expressar a certeza de que os dias de Maduro estavam contados.

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, que critica o governo de Trump, utilizou suas redes sociais para comentar a situação, afirmando que “a ONU e a Organização dos Estados Americanos devem se reunir imediatamente”.

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