O clima no Legislativo itabirano permanece tenso. Na terça-feira (13), durante a reunião ordinária da Câmara Municipal, o vereador Luiz Carlos de Souza “de Ipoema” (MDB) voltou a fazer acusação contra outros parlamentares. Em momentos distintos, ele entrou em embates com Heraldo Noronha Rodrigues (Republicanos), que já era alvo de alegações anteriores, e com o seu correligionário Rodrigo Alexandre Assis Silva “Diguerê”.
Curiosamente, esses novos conflitos aconteceram no mesmo dia em que foi lido no plenário o ofício em que Luiz Carlos se defende, após ser solicitado a apresentar provas de suas acusações.
Embora o vereador tenha justificado sua conduta no documento, ele ainda não conseguiu comprovar as denúncias, que envolvem “graves e inaceitáveis desvios”, “farra indecorosa com diárias”, “gastos excessivos com passagens aéreas e hospedagens” e “irregularidades orçamentárias” durante o período em que Heraldo Noronha presidiu a Câmara. Ele também alegou que colegas teriam contratado prostitutas durante uma viagem a Brasília.
1º ROUND
Após a leitura do ofício, Heraldo Noronha, alvo principal, fez um desabafo: “Nós temos algumas pessoas que, infelizmente, atacam os vereadores com mentira, com falácia fraudulenta”.
“Chegar e falar que os colegas vão a Brasília atrás de quenga [sic] é um absurdo! É um absurdo o que nós passamos nesta Casa…”
Noronha acrescentou que Luiz Carlos deve se desculpar e ser submetido à Comissão de Ética, afirmando: “Tem que pedir desculpa e muito mais: tem que ir para a Comissão de Ética. Não podemos aceitar esse absurdo nesta Casa”.
2º ROUND
Em resposta aos comentários de Heraldo, Luiz Carlos trouxe novas acusações: “Há vereadores com várias condenações que nunca tiveram ética”. O vereador Rodrigo Diguerê, que se sentiu ofendido, rebateu: “O vereador [Luiz Carlos] está muito mal informado…”.
“Quando você fala aquilo grave do jeito que você falou, deveria ter provado. O mínimo que você deveria é ter humildade…”
Provas Faltantes
No ofício enviado à Mesa Diretora, Luiz Carlos argumentou que suas falas eram parte do seu mandato, protegidas pela imunidade material parlamentar. Contudo, não apresentou evidências concretas, e seu caso será encaminhado a uma comissão especial que analisará sua conduta, com o risco de punição, incluindo a cassação do seu mandato.























