A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) tomou a decisão de formar maioria para processar três deputados do Partido Liberal (PL) por corrupção, envolvendo a suspeita de desvio de R$ 7 milhões em emendas parlamentares. Essa turma é a mesma que avaliará a denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, que lidera o PL e é acusado de tentar desestabilizar o governo atual.
A votação virtual do STF já conta com três votos a favor do prosseguimento da ação penal contra os deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e o suplente Bosco Costa (PL-SE), todos denunciados por corrupção passiva e organização criminosa, agravada por envolvimento de funcionário público e comando.
O relator do caso, ministro Cristiano Zanin, indicado em 2023, teve seu voto acompanhado pelos ministros Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia. O julgamento, que começou em 28 de fevereiro, ainda receberá os votos dos ministros Flávio Dino e Luiz Fux.
A investigação, liderada pela Polícia Federal, foi desencadeada pela Operação Ágio Final em 2020, após denúncias de extorsão relacionadas ao desvio de emendas destinas à saúde de São José do Ribamar (MA). Josimar Maranhãozinho foi filmado recebendo uma caixa de dinheiro durante essa investigação.
Os advogados de Jair Bolsonaro tentam transferir o julgamento de sua denúncia para o Plenário do STF, em vez da Primeira Turma. O relator, Alexandre de Moraes, encaminhou as defesas de 34 denunciados para a Procuradoria Geral da República até a próxima sexta-feira.
No último dia 12 de fevereiro, Bosco Costa enviou uma nota enfatizando que não foi autor de emendas destinadas ao município mencionado, alegando que os depósitos identificados pela PF não têm relação com emendas parlamentares. Ele reafirmou seu compromisso com a verdade e está à disposição da justiça.

























