Terça, 07 de julho de 2026

Servidores de Itabira iniciam greve e pedem diálogo com a prefeitura

Iniciou-se a greve dos servidores públicos municipais de Itabira, motivada por mudanças nos benefícios e a ausência de diálogo com a administração. A mobilização busca reabertura de negociações e maior transparência nas contas do município.

Servidores de Itabira iniciam greve e pedem diálogo com a prefeitura
Foto: Jardel Mendes/DeFato

A greve dos servidores públicos municipais de Itabira começou nesta segunda-feira, dia 25. A decisão foi aprovada em assembleia na última quarta-feira, dia 20, e visa protestar contra mudanças nos benefícios e a falta de negociação com a administração municipal. Logo pela manhã, os manifestantes se reuniram em frente ao prédio da prefeitura.

O movimento foi motivado principalmente por duas ações recentes do governo municipal: a alteração no benefício do cartão-alimentação, que agora é concedido com base em faixas salariais, e um aumento no desconto para o custeio do plano de saúde, que passou de 3% para 4% do salário. Para os servidores, essas mudanças representam perdas significativas.

A pauta de reivindicações vai além das mudanças mencionadas. Os servidores exigem a manutenção do cartão-alimentação para todos, a garantia de subsídio para evitar o aumento no plano de saúde e a reabertura de negociações sobre o acordo coletivo de trabalho, que ainda não foi finalizado. Outras demandas também estão na lista.

Auro Gonzaga, presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos Municipais de Itabira (Sintsepmi), destacou que o objetivo do movimento é forçar a prefeitura a retomar o diálogo. “A expectativa é que a greve continue até que haja uma sinalização concreta da administração municipal para reabrir as negociações”, afirmou.

Em meio à greve, representantes dos servidores participaram de uma reunião de comissões na Câmara de Vereadores para solicitar apoio ao movimento. Os grevistas pediram que os parlamentares requisitem à prefeitura relatórios contábeis detalhados, com o intuito de verificar a real situação financeira do município, que tem sido usada como justificativa para os cortes nos benefícios.

A professora e servidora Fabiana Fonseca reforçou a necessidade de transparência nesta prestação de contas e solicitou a realização de uma audiência pública. “Estamos cansados de reuniões sem solução. Queremos um diálogo verdadeiro e que a Câmara promova uma audiência pública para sermos realmente ouvidos. Os cortes no cartão-alimentação afetam diretamente aqueles com mais tempo de serviço”, declarou Fabiana.

Uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) também está prevista, mas a data ainda será definida.

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