O senador Alessando Vieira (MDB-SE) manifestou seu descontentamento com o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticando o que considerou uma omissão abusiva do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em relação à instalação da CPI do Banco Master.
A declaração foi feita em outubro de 2026, após a Advocacia do Senado se manifestar contrária ao pedido de instalação da CPI, solicitando que a Corte rejeitasse a solicitação do parlamentar.
O requerimento do senador visa investigar supostas relações pessoais, financeiras ou institucionais entre os ministros do STF, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, o empresário Daniel Vorcaro e outros envolvidos com o Banco Master.
Segundo Vieira, o pedido já conta com 41 assinaturas, superando o mínimo constitucional de 27 votos, mas Alcolumbre mantém o texto sem leitura, numeração ou publicação por meses.
A advocacia da Casa alega que não há ilegalidade ou omissão comprovada da presidência do Senado. Antes dessa cobrança, Zanin havia rejeitado uma liminar do senador, afirmando que não havia demonstrado uma omissão ilegal por parte de Alcolumbre, sugerindo a existência de outros requerimentos similares que necessitavam de esclarecimentos.
O senador pressionou Zanin a decidir sobre o mérito da ação, mencionando que o caso envolve altos escalões dos Três Poderes, ressaltando que o ministro deve optar entre manter a integridade da Constituição ou validar um acórdão que iniba investigações.
No pedido, Vieira solicita que o STF exija o andamento da comissão e estabeleça um prazo de 48 horas para que os partidos indiquem os membros.
FONTE: METRÓPOLES























