A segunda-feira (19) no Senado foi marcante para a oposição, que conseguiu o número mínimo necessário para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar crimes e fraudes associados ao liquidado Banco Master.
A proposta, apresentada pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE), conta com 42 assinaturas, superando em 25 o número mínimo exigido, correspondente a um terço do Senado.
Essa proposta coloca pressão sobre o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que já possui uma proposta de CPI mista aguardando sua análise, também com o número necessário de assinaturas.
A diferença entre as propostas é que a abertura de uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) requer a leitura do requerimento numa sessão do Congresso, onde participam senadores e deputados, sob a liderança de Alcolumbre.
Em contrapartida, a proposta de Girão pode ser lida já na primeira sessão deliberativa do Senado, agendada para o dia 1º de fevereiro.
Uma vez atingido o número de adesões, cabe ao presidente do Senado ou da Câmara dos Deputados realizar a leitura do requerimento para a criação da Comissão e designar um presidente para liderar os trabalhos.
As recentes denúncias envolvendo o Banco Master e as decisões controversas de alguns membros da Suprema Corte têm pressionado Alcolumbre a abrir uma CPI ou CPMI. No entanto, ele tem adotado uma postura silenciosa durante este recesso do Congresso.
Outras iniciativas para a criação de uma CPI estão sendo solicitadas no Senado. Um exemplo é a proposta do deputado Carlos Jordy (PL-RJ), que já coletou mais de 197 assinaturas, superando em 26 o número mínimo necessário.
Além disso, as deputadas Heloísa Helena (PSOL-RJ) e Fernanda Melchionna (PSOL-RS) estão reunindo assinaturas para uma CPMI, bem como o deputado Rodrigo Rollemberg (PSD-DF), que busca criar uma comissão na Câmara para investigar o caso Banco Master.

























