A presença confirmada de Romeu Zema no ato programado para o 1º de março, na Avenida Paulista, convocado por Nikolas Ferreira em defesa do impeachment de Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e do presidente Lula, traz à tona não apenas um alinhamento político, mas uma manobra de posicionamento estratégico.
O governador se destaca como o primeiro entre seus pares com aspirações presidenciais a se comprometer com a manifestação, ao passo que seus colegas Ratinho Júnior e Ronaldo Caiado permanecem em silêncio ou se afastam da agenda local. Este movimento ocorre enquanto sua pré-candidatura ainda não deslanchou nas pesquisas.
Internamente, a análise no partido Novo é de que uma crítica aberta ao STF pode atuar como um vetor de visibilidade, especialmente em um contexto em que aliados de Flávio Bolsonaro mostram-se cautelosos neste aspecto. Ao intensificar sua comunicação nas redes sociais e solicitar o impeachment de Toffoli, Zema assume um papel de liderança no debate sobre o confronto com instituições.
Essa é uma jogada arriscada em um cenário político volátil, onde ele tenta ocupar um espaço ainda em disputa, apostando no confronto institucional como um ativo eleitoral.
























