Domingo, 18 de janeiro de 2026

Protesto em São Paulo clama pela liberdade de Maduro e autonomia da Venezuela

Protesto em São Paulo clama pela liberdade de Maduro e autonomia da Venezuela
© Paulo Pinto/Agência Brasil

Na tarde desta segunda-feira (5), sindicatos e movimentos sociais realizaram uma manifestação em frente ao Consulado dos Estados Unidos, em São Paulo, pedindo a libertação de Nicolás Maduro e a autonomia da Venezuela. Os participantes clamaram por paz e mostraram solidariedade ao povo venezuelano.

“Estamos aqui não apenas para expressar nossa solidariedade ao povo venezuelano, mas também para levar a voz dos estudantes da classe trabalhadora contra os ataques imperialistas, especialmente dos Estados Unidos”, relatou Bianca Mondeja, estudante de Gestão de Políticas Públicas da USP e integrante da direção da União Nacional dos Estudantes (UNE). Para ela, a autodeterminação de um povo é uma questão ‘inegociável’.

A professora Luana Bife, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), considera que a ação norte-americana representa uma “ingerência que desestabiliza social e economicamente o país”. “Logo após a invasão à Venezuela, Trump já revelou a intenção de avançar militarmente sobre outras nações. Nesse contexto, defendemos a autodeterminação dos povos”, enfatizou.

Gilmar Mauro, membro do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), exigiu a soltura imediata de Maduro: “A liberdade do presidente e a defesa da soberania venezuelana são essenciais, pois as democracias no nosso continente estão sendo ameaçadas. Tramp não hesita em dizer isso claramente”.

Ele ainda comentou sobre a quantidade de cerca de 60 integrantes do MST presentes na Venezuela e observou que há uma crescente mobilização popular no país.

Ataque dos EUA

Recentemente, os Estados Unidos lançaram um ataque de grande escala contra a Venezuela, resultando no sequestro de Maduro e sua esposa. Em coletiva, Trump afirmou que os EUA permanecerão à frente da administração do país até que uma transição de poder seja realizada.

Maduro, por sua vez, negou as acusações de narcoterrorismo e se declarou inocente durante audiência no Tribunal Federal de Manhattan, chamando-se de “prisioneiro de guerra”.

Reunião da ONU

Em resposta às ações dos EUA, o Conselho de Segurança da ONU se reuniu para discutir a situação, recebendo condenações dos representantes da China e Rússia, que pediram a libertação imediata de Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Os EUA, no entanto, negaram qualquer ocupação, afirmando que a ação foi de caráter jurídico.

No Brasil, o embaixador Sérgio França Danese destacou que a paz na América do Sul está em risco devido aos últimos eventos.

Presidência Interina

Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina da Venezuela, exigindo também a libertação de Maduro, e condenou a operação militar americana. Ela, que já ocupava o cargo de vice-presidente, foi indicada para o cargo de chefe de Estado por um prazo renovável de 90 dias, recebendo o reconhecimento do Exército e da Assembleia Nacional.

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