No último dia 4, a Advocacia do Senado Federal protocolou um pedido de prisão preventiva contra o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), acusado de violência política de gênero em relação à ex-senadora e atual prefeita de Crateús (CE), Janaína Farias (PT).
Este pedido faz parte de uma ação penal eleitoral promovida pelo Ministério Público Eleitoral. A origem da situação remonta a abril do ano passado, quando Janaína, que era suplente, assumiu a vaga deixada pelo ministro da Educação, Camilo Santana, no Senado.
A defesa de Ciro Gomes informou que contestará o pedido na próxima segunda-feira, dia 8. O ex-ministro havia se referido a Janaína com palavras depreciativas, o que resultou em uma condenação anterior que o obrigou a pagar uma indenização de R$ 52 mil à prefeita.
A solicitação de prisão foi fundamentada na reincidência das ofensas de Ciro durante entrevistas, mesmo após ter se tornado réu na Justiça Eleitoral. As novas declarações trazem à tona riscos à integridade da prefeita, incluindo afirmações que a acusam de recrutar mulheres para atividades ilícitas.
A Advocacia do Senado sugere medidas alternativas à prisão, como a proibição de contato e manifestações públicas que possam ofender Janaína.
A prefeita, durante um congresso do PT, comentou a situação, insistindo que os ataques de Ciro visam prejudicá-la diante da opinião pública de Crateús.
Em resposta, o advogado de Ciro Gomes afirmou que a medida visa criminalizar um discurso essencialmente político, buscando limitar a liberdade de expressão do ex-ministro. A defesa também refuta a acusação de violência política de gênero, argumentando que a crítica de Ciro se baseia em questões de competência nas escolhas de cargos no Ceará.


























