A megaoperação contra o PCC se transformou em um palco de disputas eleitorais, mais do que uma simples ação policial. Enquanto a Polícia Federal tentava se destacar com ministros e coletivas em Brasília, Tarcísio de Freitas se voltou para as redes sociais para ressaltar a inteligência da polícia paulista, que, inclusive, recuperou conversas em Nova York para sustentar seus pontos.
O clima de competição se intensificou, especialmente com o presidente Lula já tendo alertado seus ministros sobre a necessidade de monitorar Tarcísio como um adversário a ser marcado. Como resultado, a operação contra o crime organizado foi convertida em um troféu, com disputas sobre quem leva o crédito.
Em episódios anteriores, como o do túnel Santos-Guarujá, a colaboração foi evidente. Porém, neste caso, a disputa é clara: a obra é conjunta, mas o mérito parece repartir-se apenas entre os envolvidos. Com o próximo leilão na B3, a dúvida permanece sobre quem realmente se apresentará: o governador, o presidente, ou a situação de constrangimento.


























