No Palácio do Planalto, o cenário é de baixa tração. Com a necessidade de responder à queda nas pesquisas, o governo de Lula se vê diante de um período crítico. O próximo mês indica um clima de paralisia administrativa, uma vez que mais de 20 ministros, incluindo nome como Fernando Haddad, estão deixando seus cargos para se lançar nas disputas eleitorais, o que já implica no início do processo de desmontagem das pastas.
No entanto, a reposição dos ministros poderá ser feita, em grande parte, por meio de secretários-executivos, o que representa uma solução interna, mas não imediata. A transição exigirá tempo para que os novos substitutos ajustem suas equipes e reestabeleçam as rotinas administrativas, o que inevitavelmente prorroga o compasso de espera do governo.
Na prática, essa mudança faz com que a gestão do governo se transforme em um modo interino. A troca da engrenagem significa que, embora a estrutura administrativa mude, o motor da máquina política perde ritmo. Historicamente, períodos de pausa em política raramente são neutros.























