A líder da oposição na Venezuela, Maria Corina Machado, apelou nesta quinta-feira (8) para uma transição de poder mais ordenada e pacífica após a captura do ditador Nicolás Maduro pelas forças especiais dos Estados Unidos, no último sábado (3), em Caracas.
Em entrevista ao portal argentino Infobae, Corina destacou que a prisão de Maduro representa o início do desmonte de uma “estrutura de terror e crime”, expressando gratidão ao presidente Donald Trump pela intervenção.
“Somos profundamente gratos ao Presidente Donald Trump. Chegar até aqui exigiu visão, coragem e decisão. O Presidente dos Estados Unidos fez isso em benefício de seu povo, seus eleitores, do povo dos Estados Unidos, mas também em benefício dos venezuelanos e de toda a América.”
Corina definiu a intervenção norte-americana como “um passo gigantesco rumo à liberdade” e pediu a libertação imediata de todos os presos políticos, enfatizando a importância do apoio popular para uma transição sustentável.
Ao comentar sobre a posição de alguns líderes estrangeiros que condenaram a ação de Trump por violação do direito internacional, ela reafirmou a ilegitimidade de Maduro. “O direito internacional deve proteger a soberania das nações. E no caso da Venezuela, todos sabem que a soberania foi exercida no dia 28 de julho, com a emissão de um mandato retumbante com a eleição de Edmundo González Urrutia como nosso presidente.”
Corina se opôs à categorização da intervenção como “invasão”, afirmando que se trata da libertação da Venezuela das forças do mal. “O que está claro é que, neste momento, a Sra. Delcy Rodríguez está recebendo instruções para que o próprio regime desmantela certas estruturas”, concluiu.




























