Quinta, 25 de junho de 2026

Marco Aurélio Mello critica gesto obsceno de Moraes em jogo na Neo Química Arena

O ex-ministro Marco Aurélio Mello criticou duramente o gesto obsceno do ministro Alexandre de Moraes durante um jogo de futebol, levantando questões sobre o atual clima político no Brasil.

Marco Aurélio Mello critica gesto obsceno de Moraes em jogo na Neo Química Arena
Marco Aurélio criticou gesto de Moraes-Foto: Carlos Humberto /SCO/STF

O ex-ministro Marco Aurélio Mello teceu vigorosas críticas à atitude do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na noite de quarta-feira (30) na Neo Química Arena, durante o jogo entre Corinthians e Palmeiras, válido pela Copa do Brasil.

Provocado pela torcida, após sua imagem aparecer no telão do estádio, Moraes ergueu o dedo do meio em direção aos agressores. O ato ocorreu logo depois de Moraes sofrer a aplicação da Lei Magnitsky pelo presidente norte-americano, Donald Trump, que o pune por violação dos direitos humanos, perseguição política e sanções a empresas estadunidenses.

Marco Aurélio disse que pensou que o gesto fosse “montagem ou fake news”.

“Eu não acreditei que ele pudesse realmente praticar esse ato que nós sabemos que é obsceno. Não sei o que houve, como ele chegou a essa prática e por que chegou. Nós tivemos lá no passado uma frase do atual presidente do STF, Luís Roberto Barroso, lá em Nova York, que se virou para um manifestante e disse ‘perdeu mané’. Já foi uma extravagância ímpar. Agora chega-se, mediante um gesto, a um xingamento. Qual é o período que estamos vivendo no país?”

Mello continua sua incredulidade: “Precisaremos fechar o país para balanço para ter uma correção de rumos? Creio que hoje o ministro Alexandre de Moraes deve estar super arrependido do que fez, de ter feito o gesto que fez em local público. Agora, não queria estar na pele dele, evidentemente. Eu, por exemplo, sempre saí à rua, sempre fui um homem de ir a um mercado, a ir a um local público, e jamais fui hostilizado. Hoje, os integrantes do Supremo perderam a cidadania. Só conseguem sair a público com um contingente de seguranças. Alguma coisa está errada”.

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