Domingo, 01 de novembro de 2026

Marco Antônio Lage esclarece dívida e medidas econômicas de Itabira em entrevista

No último dia 11, Marco Antônio Lage, prefeito de Itabira, concedeu uma entrevista à Rádio Caraça FM, onde abordou a situação financeira do município e negou rumores sobre uma dívida significativa.

Marco Antônio Lage esclarece dívida e medidas econômicas de Itabira em entrevista
Foto: Tonny Morais/Acervo DeFato-Caraça FM

O prefeito Marco Antônio Lage (PSB) concedeu uma entrevista à Rádio Caraça FM 90,5 durante o programa “Vagner Ferreira” na manhã de ontem (11). Durante a conversa, ele foi questionado sobre as medidas de austeridade implementadas pela Prefeitura de Itabira para enfrentar a queda de arrecadação prevista para 2025. Entre os pontos abordados, Lage desmentiu a afirmativa de uma suposta dívida de R$400 milhões acumulada pela gestão municipal nos últimos anos.

Segundo o prefeito, o tema tem sido amplificado pela “política” e pela “oposição”, mas a real situação financeira do município é diferente. Lage destacou que “Itabira é uma das cidades com o menor nível de endividamento” em Minas Gerais, apresentando um “baixíssimo” índice de dívidas. Ele enfatizou a necessidade de equilibrar gastos, reiterando que é essencial para a saúde financeira do município. “Se a gente gastar mais do que recebe, nós acabamos nos endividando”, declarou.

Ainda na entrevista, ele não detalhou o valor total das dívidas da cidade, mas reafirmou que a administração está focada em garantir a continuidade dos serviços públicos essenciais. Marco também mencionou a queda na receita da Vale como um fator que impacta o orçamento municipal, caracterizando o momento como um “resfriado” em vez de uma crise.

Dentre as medidas de austeridade adotadas, destacam-se:

  • Redução de despesas com pessoal
  • Revisão de convênios e contratos
  • Bloqueio de novas obras com recursos próprios
  • Aumento da tarifa do transporte coletivo

Marco Antônio Lage assegurou que as medidas visam fazer o “dever de casa” sem comprometer o pagamento de salários e fornecedores, e enfatizou que a população de baixa renda permanecerá como prioridade.

“Não haverá cortes em saúde e educação. Nossos ajustes são direcionados a quem não precisa tanto”, concluiu o prefeito, destacando que após a adoção das reformas, a meta é readequar novamente a prefeitura para retomar programas e projetos, uma vez que a receita permita esta reestruturação.

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