O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca nesta terça-feira (6) para uma viagem à China, com o intuito de diversificar as relações comerciais do Brasil e fortalecer laços diplomáticos. A partida está agendada para as 22h, diretamente da Base Aérea de Brasília.
A convite do presidente chinês Xi Jinping, Lula participará da cúpula entre a China e países da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), marcada para os dias 12 e 13 de maio, e deverá assinar, ao menos, 16 acordos bilaterais durante a visita de Estado.
O embaixador Mauricio Lyrio, secretário de Assuntos Econômicos do Ministério das Relações Exteriores (MRE), afirmou que a lista de acordos é extensa e variada, com mais 32 atos em negociação para potencial inclusão na agenda.
A China é o maior parceiro comercial do Brasil, evidenciando um superávit comercial e investimentos significativos no país.
Este será o terceiro encontro de Estado entre os presidentes sob a gestão de Lula; a última reunião ocorreu em novembro de 2022, quando Xi Jinping visitou Brasília.
O embaixador ressaltou: “Depois da visita do presidente Xi, ficou clara a necessidade de explorar novas formas de cooperação. Uma força-tarefa está em andamento para harmonizar as estratégias de desenvolvimento do Brasil com iniciativas como o Cinturão e Rota, um projeto de cooperação com a China.”
A defesa do multilateralismo e a reforma da governança global também estarão na pauta da visita, refletindo a confluência de interesses entre as duas nações.
Integrando a comitiva, diversos ministros e parlamentares darão suporte à missão, o que demonstra a importância da relação bilateral. Lyrio mencionou a mobilização estratégica da Casa Civil, do Ministério da Fazenda e do Banco Central para fortalecer parcerias na infraestrutura, ciência e tecnologia, além de investimentos em projetos de neoindustrialização.
O presidente também se reunirá com Vladimir Putin na Rússia, de 8 a 10 de maio, para as celebrações dos 80 anos da vitória soviética na Segunda Guerra Mundial. Durante esta visita, Lula pretende discutir a balança comercial com a Rússia, que apresenta déficit para o Brasil, buscando equilibrar as relações comerciais.
Nos dias que antecedem a cúpula com a China, ele reafirmará a intenção do Brasil em manter relações diplomáticas saudáveis com ambas as nações, sem que isso signifique um embate econômico, especialmente em um contexto de crescente tensão entre China e Estados Unidos.























